Vincent Bevins: “Bolsonaro acredita que se destruir a esquerda fica tudo bem”

Vincent Bevins: “Bolsonaro acredita que se destruir a esquerda fica tudo bem”
Vanda Marques 14 de maio

Fez mais de 100 entrevistas para relatar a caça aos comunistas, que matou 1 milhão de pessoas durante a Guerra Fria. O jornalista alerta que esta ideologia ainda existe e que Bolsonaro é um desses exemplos.

Ainda hoje, na Indonésia, é crime falar sobre o que aconteceu em 1965. Em poucos meses, cerca de 1 milhão de pessoas foram mortas. Em comum: eram comunistas ou simpatizantes de esquerda. Estávamos em plena Guerra Fria e os países do Sul asiático e da América do Sul eram peças importantes neste xadrez, explica o jornalista norte-americano Vincent Bevins, que trabalhou na Indonésia e no Brasil como correspondente. O método foi eficaz num país que tinha cerca de 30% de população comunista. Tão eficaz que foi replicado em 22 países, e com a bênção dos EUA, defende o autor do livro O Método Jacarta – assim foi batizada a operação. Vincent revela que este ódio ainda persiste e que o Brasil é um dos exemplos.

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