Selma Uamusse: "É tempo de fazermos ouvir a nossa voz"

Em Liwoningo, o seu segundo álbum, a cantora une as suas raízes moçambicanas aos sons do mundo para pedir mais amor, empatia e espiritualidade, e diz que é tempo de nos fazermos ouvir.

Selma Uamusse nem sempre cantou a vivência da sua nativa Moçambique. Durante a maior parte da carreira, emprestou a voz, como ela própria diz, a grupos de jazz, gospel e rock (incluindo Wraygunn ou The Legendary Tigerman, ao lado de Paulo Furtado), mas de há uns anos para cá sentiu o chamamento que ligou a música às suas raízes.

O resultado, Mati, de 2018, nem de longe se circunscrevia à música africana, e o seu sucessor, o novo Liwoningo, amplia ainda mais o leque de sons inscritos na sua identidade multifacetada. Influenciada pelas virtudes de grandes vozes negras, como o vanguardismo da brasileira Elza Soares (cujo produtor pede emprestado para este disco), o ativismo do nigeriano Fela Kuti ou a espiritualidade da americana Nina Simone, pede, inspirada na sua fé cristã, a união nestes tempos de divisão.

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