Sábado – Pense por si

Francisco Moita Flores: “As piores pessoas que conheci foi na política”

Sónia Bento
Sónia Bento 19 de maio de 2026 às 23:00

Cresceu num monte alentejano, vendeu pneus, foi professor de Biologia, investigador da PJ, autarca e autor de novelas, séries de televisão e de duas dezenas de livros. Acaba de lançar Sangue e Silêncio no Poço dos Negros, o seu segundo policial.

Desde miúdo que tinha o sonho de ser escritor e detetive. E concretizou-o. Francisco Moita Flores, de 73 anos – pai de três filhos e avô de três netos – entrou para a Polícia Judiciária e escolheu o setor mais violento, o dos assaltos à mão armada, porque “queria estar no meio da bandidagem”. Foram tempos que o marcaram, mas que também o inspiraram na escrita, como este último policial, editado pela Casa das Letras. Foi também presidente da Câmara Municipal de Santarém, como independente apoiado pelo PSD, e garante que foi na política que conheceu “as piores pessoas”, ao contrário da Maçonaria, onde conviveu com “gente de muito valor”. Depois do enfarte em 2022, que só não o matou “por sorte”, e de ter sido atropelado pelo próprio carro e que lhe “destruiu a perna direita”, diz agora que só faz o que lhe apetece, escrever.

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