Entrevista

Francisco José Viegas: “No Governo, chegavam-nos PDF de todos os jornais”

Francisco José Viegas: “No Governo, chegavam-nos PDF de todos os jornais”
Alexandre R. Malhado 02 de janeiro

A pirataria de imprensa já chegou aos Executivos, admite o escritor e editor, lembrando a sua passagem pelo Governo de Passos Coelho – ocupado a combater as cópias, recebia muitas no telemóvel.

Francisco José Viegas recebeu a SÁBADO no seu escritório na sede do Círculo de Leitores, em Lisboa. Ao som de música clássica, cercado por pilhas de livros e caixas de correio da Porto Editora, estava instalado o feng shui certo para o responsável da revista Ler e antigo secretário de Estado da Cultura falar, entre dentadas de bombons Ferrero Rocher, sobre a crise de pirataria que assola a imprensa.

Enquanto governante do Executivo de Pedro Passos Coelho, trabalhou num pacote legislativo sobre pirataria de livros e direitos de autor, mas acabou por se demitir em 2012, um anos depois de tomar posse, devido a problemas de saúde. À SÁBADO, afirma que existe um “princípio de gratuitidade” na nossa cultura e considera que a pirataria de jornais é sobretudo culpa do atual sistema de educação, que transformou os portugueses em “maus leitores”. E deixa um aviso: sem uma reforma séria, “daqui a 10 anos vamos estar a vender livros de merda a gente de merda, que sai da escola sem interesse em nada”.

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