Entrevista
Entrevista dura

André Ventura: "Se fosse pedófilo castrava-me quimicamente"

Biografia Nome:

André Ventura

Cargo:

Presidente do Chega

O grupo parlamentar não terá liberdade de voto “em questões essenciais”. Admite o regresso do serviço militar obrigatório e aproximar-se do Opus Dei. E tem dificuldade em escolher entre Salazar e Soares.

Sabe que não deverá ficar sozinho na próxima legislatura e colocou uma fasquia alta: chegar aos 15% e eleger entre 15 e 25 deputados. Mau resultado será continuar como deputado único do Chega. Só aí admite demitir-se (e não se recandidatar).


Para que é que serve um partido que não teve uma proposta aprovada no parlamento?
No último plenário tivemos uma proposta aprovada sobre luto parental, com os votos de todos os partidos. Mas acho que não seja uma questão de servirmos ou não, mas sim de haver um conluio dos outros partidos para não aprovar as propostas do Chega. Tivemos vários projetos que eram praticamente iguais aos dos outros partidos, em que os deles foram viabilizados e os nossos chumbados.

É uma pirraça? Ou porque o veem como salazarista e extremista?
Não sei, isso tem de perguntar a eles. Há um bocadinho de preconceito em relação a nós, mas acho que isso não deve obnubilar o trabalho político. Chegámos a viabilizar propostas do Bloco, do PCP e do PS. Se me revejo nesses partidos? Não, mas preocupam-me as propostas.

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