Em busca do ADN de Leonardo da Vinci

Em busca do ADN de Leonardo da Vinci
Susana Lúcio 26 de julho

Vários descendentes do génio da pintura foram identificados em Itália, numa investigação que pretende sequenciar o genoma do artista.

E se um dia lhe dissessem que fazia parte da 21ª geração da família de Leonardo da Vinci? Foi o que aconteceu a 14 italianos com idades entre 1 e os 85 anos. Os descendentes daquele que é considerado o maior génio da História da Humanidade vivem perto da cidade onde vários membros da família de Leonardo nasceram, Vinci, na Toscana. E agora poderão ajudar a desvendar um mistério: o ADN do autor de Mona Lisa.

Há décadas que os historiadores Alessandro Vezzosi e Agnese Sabato trabalham para construir a árvore genealógica de Leonardo da Vinci. Em 2016, outros investigadores determinaram 35 descendentes, incluindo o cineasta Franco Zeffirelli – que realizou filmes como La Traviata ou Romeu e Julieta. Mas Alessandro Vezzosi e Agnese Sabato procuraram os descendentes do sexo masculino do lado paterno do pintor de A Última Ceia. Porquê? Pretendem desvendar as bases do génio de Leonardo da Vinci sequenciando o seu genoma. “O cromossoma Y mantém-se inalterado durante cerca de 25 gerações. E para o sequenciar é necessário reconstruir a linha masculina direta”, explica à SÁBADO Agnese Sabato.

Não foi tarefa fácil. Leonardo da Vinci morreu em 1519, com 67 anos, sem ter casado, nem deixado filhos. Ao contrário do pai, Piero da Vinci, um notário que casou quatro vezes e teve 23 filhos, muitos ilegítimos. Leonardo, filho de uma camponesa chamada Catarina, foi um deles.

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