Modelos estão a ser vendidos por milhares de euros em mercados secundários e redes sociais, quando os preços rondam os 350 euros. Portal da Queixa alerta para possíveis burlas e deixa algumas dicas aos consumidores.
O novo relógio Royal Pop Swatch, que resulta de uma colaboração entre a Swatch e a marca suíça de luxo Audemars Piguet, provocou filas gigantes e até tumultos em vários países e levou ao encerramento de algumas lojas. Em Portugal, várias pessoas acamparam à porta das lojas Swatch do Colombo e do NorteShopping para garantir a compra do relógio - que rapidamente esgotou.
Relógios Swatch Royal PopEPA/SALVATORE DI NOLFI
Algumas pessoas ainda passaram a noite nos centros comerciais para conseguiu o relógio e a própria marca limitou a compra a um relógio por pessoa, mas muitos não conseguiram adquirir o modelo.
O fenómeno rapidamente ultrapassou fronteiras. Em vários países europeus e até mesmo nos Estados Unidos, o lançamento ficou marcado pelo caos. Em França, perto de Paris, a polícia recorreu ao gás lacrimogéneo para controlar uma multidão de cerca de 300 pessoas. No Reino Unido e nos Países Baixos algumas lojas encerraram temporariamente devido ao excesso de pessoas. Já em Nova Iorque, resgistaram-se confrontos entre consumidores que esperavam há dias pelo lançamento.
Ao todo, foram lançadas oito versões diferentes do relógio, com o preço a rondar os 350 euros - um valor muito inferior aos tradicionais da Audemars Piguet, que podem ultrapassar facilmente os milhares de euros. Apesar de a Swatch já ter confirmado que o Royal Pop Swatch irá regressar às lojas portuguesas nos próximos meses, há quem esteja à procura do relógio no mercado secundário ou até mesmo nas redes sociais. Foi, por isso, que o Portal da Queixa emitiu um alerta para "riscos de burlas e falsificações".
Segundo o portal, o modelo já está à "venda por milhares de euros, muito acima do preço original" em várias plataformas. Este tipo de burlas podem ocorrer através de "marketplaces, anúncios falsos, contrafações, esquemas de pagamento fraudulento e revenda abusiva", avisa a plataforma.
Ainda assim, caso os consumidores optem por comprar o relógio através do mercado secundário, o Portal da Queixa sugere:
Dar prioridade a negócios feitos em mãos
Verificar o relógio presencialmente antes do pagamento
Pedir comprovativo de compra e autenticidade
Evitar transferências bancárias para desconhecidos
Desconfiar de preços demasiado baixos ou vendedores com urgência excessiva
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