Os portugueses que querem limpar a banca

Os portugueses que querem limpar a banca
Bruno Faria Lopes 02 de fevereiro de 2017

O ex-Goldman António Esteves apresentou a proposta mais concreta, mas concorre com estrangeiros e um português inesperado, com uma porta aberta por João Galamba

Os primeiros contactos foram feitos em Junho do ano passado. Foi nesse mês, baseado em Londres e semanas depois de ter saído do Goldman Sachs, que António Esteves começou a preparar o consórcio que envolve hoje mais de 50 pessoas – e que apresentou ao Banco de Portugal e ao Governo aquilo que, até agora, é a proposta financeira mais concreta para a criação de um "banco mau" que concentre os maus créditos da banca.

 

A montagem e gestão de um veículo deste tipo é, contudo, um grande negócio e o ex-sócio do Goldman não é o único português a liderar individualmente uma ideia para limpar os balanços dos bancos. Gonçalo Pires, 38 anos, que prescindiu de um cargo de chefia no Santander em Espanha para meter todas as fichas neste projecto, encabeça com o consultor Luís Adão da Fonseca uma solução alternativa. Gonçalo Pires é dos melhores amigos de João Galamba, que gostou da ideia do amigo para o malparado e fez a ponte com o grupo de trabalho liderado pelo Governo. O deputado do PS afirma à SÁBADO que esse foi o limite da sua intervenção, dizendo que não está a trabalhar na proposta, nem seguiu o seu andamento dentro do grupo de trabalho.

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