José Neves: "A nossa maior venda foi um relógio por 2,6 milhões de euros"

José Neves: 'A nossa maior venda foi um relógio por 2,6 milhões de euros'
Bruno Faria Lopes 23 de junho

O português que está a revolucionar a moda de luxo fala de filantropia, evita dizer quantos casos de assédio a sua empresa tratou, diz esperar mais lucros e desvaloriza a queda brutal na bolsa: a Farfetch, como a fundação, é para "décadas".

Por estes dias o leitor vai ouvir falar mais de José Neves, o português de 48 anos que fundou a Farfetch, a plataforma global de venda de moda de luxo: a sua fundação recente, com o seu nome, está a organizar uma conferência com nomes sonantes, sobre "o estado da nação". A fundação focada no desenvolvimento humano pode, "se a vida correr bem", vir a ser a segunda maior do País a seguir à Gulbenkian, algo raro num país com escassa filantropia.
Este lado coexiste nem sempre de forma linear com o lado lucrativo que alimenta a fortuna de José Neves - a SÁBADO perguntou sobre os casos de assédio na sucursal portuguesa, a parceria empresarial com um gigante chinês da tecnologia (a Alibaba, cuja tecnologia tem sido usada para fins de controlo pelo regime de Pequim) e pela política fiscal da empresa. José Neves respondeu, sendo a espaços assistido pela responsável pela comunicação do grupo, também presente na entrevista feita na casa do empresário, no Porto. O local, que escolheu por ser conveniente devido à sua agenda apertada, deixou-o desconfortável - pediu à SÁBADO que não houvesse fotografias dele na casa, nem referências a esta, "por uma questão de privacidade".

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