Suspeitos pretendiam arrecadar vários milhões em fundos comunitários, mas foram detetados após receber meio milhão de euros.
A Procuradoria Europeia deteve três pessoas suspeitas de liderarem uma organização criminosa criada para obter dinheiro do Mecanismo de Recuperação e Resiliência da União Europeia - conhecido em Portugal como PRR (Programa de Recuperação e Resiliência) e que apoia os países através de investimentos da UE.
Procuradoria Europeia
A operação Stop the Carousel (parem o carrossel, em tradução livre) incidiu em suspeitos de terem criado empresas ou de se apropriarem de algumas já existentes, de forma a se candidatarem a fundos. As empresas não tinham sedes físicas nem a documentação fiscal em dia - algumas não pagavam impostos há 20 anos.
Os três detidos contaram com a ajuda de um contabilista - que se encontra agora suspenso de funções - que os ajudou a simular receitas na ordem dos milhões, através de documentos falsos entregues no registo de empresas italiano. De seguida, faziam candidaturas ao PRR com vista à suposta internacionalização das empresas, investimento no comércioonlineou na entrada em mercados estrangeiros. Estas eram entregues junto do SIMEST, o organismo italiano que faz a gestão destes fundos comunitários.
O pagamento inicial obtido foi de €490 mil rapidamente retirados das contas bancárias destas "empresas" através de levantamentos Multibanco ou transferências bancárias. Os suspeitos pretendiam arrecadar milhões de euros com este esquema, detalha a Procuradoria Europeia.
A investigação descobriu 15 fraudes agravadas - tanto cometidas como tentadas - que envolviam pedidos de €15 milhões, na sua maioria a partir de apartados das províncias de Ravenna e Bolzano.
Nas buscas foram usados cães especializados em dinheiro, que conseguem detetar notas. Foram arrestados bens dos suspeitos no valor de €490 mil, para compensar a fraude cometida. Agora, serão julgados pelos tribunais italianos.
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