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Guerra e combustíveis: o pior ainda está para vir

A segunda vaga de impacto da guerra no Irão, a de escassez de gasóleo e jetfuel para a aviação, chega à Europa em meados deste mês. O Ministério do Ambiente e da Energia e a Galp não anteveem que venha a faltar combustível, mas os preços vão bater recordes. Chefes dos governos vão a Bruxelas daqui a duas semanas para debater medidas de redução dos consumos.

Parece estranho afirmar que a maior subida mensal de sempre no preço do barril de petróleo, quase 60% em março, corresponde a uma reação moderada à guerra israelo-americana no Irão - esta é, contudo, a opinião dos analistas do setor energético, para quem a parte mais aguda do choque, com potencial escassez, chegará a partir de meados deste mês à Europa e a Portugal. O preço do gasóleo, que subiu mais de 42 cêntimos em março, tenderá a agravar-se ainda mais em abril, batendo o recorde histórico de junho de 2022 - e propagando-se por toda a estrutura de custos da economia. As reservas portuguesas não estão no limiar de risco, mas em Bruxelas já se fala de um plano ao nível europeu para reduzir os consumos.

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