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Com a aprovação de um orçamento até ao final do ano já fora de cena, Lecornu terá de governar em duodécimos durante o próximo ano — uma medida que irá limitar a capacidade do primeiro-ministro de equilibrar as contas públicas francesas.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou nesta quinta-feira que o seu Governo não irá conseguir aprovar o orçamento do Estado para 2026 até ao final do ano. É um novo golpe para o líder do Executivo que tinha feito da aprovação do documento a sua principal “missão” desde que assumiu funções.
Ministro das Finanças de França, Roland Lescure, fala com o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, antes da votação do diploma
Representantes do Senado e da Câmara dos Deputados reuniram-se para chegar a um acordo, mas as negociações rapidamente fracassaram, não se tendo chegado a nenhum consenso. Sem um orçamento aprovado até ao final do ano, Lecornu terá de governar em duodécimos durante o próximo ano — uma medida que irá limitar a capacidade do primeiro-ministro de equilibrar as contas públicas da segunda maior economia da Zona Euro.
“O Parlamento não poderá, portanto, votar um orçamento para a França antes do final do ano. Lamento isso e os nossos concidadãos não merecem sofrer as consequências”, escreveu Lecornu numa publicação no X.
O primeiro-ministro gaulês disse ainda que se vai reunir com líderes de outros partidos na segunda-feira para discutir as “medidas a tomar para proteger o povo francês e encontrar as condições para uma solução”.
Com o Executivo a governar em duodécimos, não poderão ser aprovadas novas despesas, incluindo as propostas do Presidente Emmanuel Macron para aumentar os gastos com a defesa em 6,5 mil milhões de euros nos próximos dois anos.
A incapacidade de chegar a um acordo surge depois de Lecornu ter decidido renunciar a um poder constitucional que permite ao primeiro-ministro aprovar o orçamento sem votação parlamentar - uma solução que teria levado o antigo ministro da Defesa a enfrentar uma nova moção de censura.
Em declarações à rádio France Inter nesta sexta-feira, o governador do Banco de França, François Villeroy de Galhau, disse que governar em duodécimos “levará a um défice significativamente mais alto do que o desejável... porque não inclui nenhuma medida de redução de custos", citou o Financial Times.
Os juros da dívida francesa com maturidade a 10 anos seguem a registar fortes agravamentos a esta hora e sobem 5,1 pontos-base, para os 3,606%.
França entra em duodécimos a partir de janeiro. Não há acordo para orçamento, diz Lecornu
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