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Emmanuel Macron aposta na energia nuclear como resposta à instabilidade

"Quando se é demasiado dependente dos hidrocarbonetos, isso pode converter-se num elemento de pressão e desestabilização", avisou o chefe de Estado francês.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu esta terça-feira a energia nuclear como um elemento fundamental para a independência dos países face à atual instabilidade internacional, intensificada pela dependência dos hidrocarbonetos.

Emmanuel Macron, presidente francês
Emmanuel Macron, presidente francês AP

"Queremos mais independência, o que se torna evidente no atual contexto geopolítico", afirmou Macron no discurso de abertura da segunda cimeira sobre a energia nuclear em Paris.

"Quando se é demasiado dependente dos hidrocarbonetos, isso pode converter-se num elemento de pressão e desestabilização", avisou o chefe de Estado francês, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Macron defendeu na cimeira organizada conjuntamente pela França e pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que a independência proporcionada pelo nuclear significa a soberania energética, a descarbonização e a neutralidade carbónica no horizonte de 2050.

Significa também "a competitividade e, consequentemente, a criação de emprego nas nossas economias", disse Macron, também citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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Macron recordou que o seu Governo lançou um ambicioso programa de investimento em energia nuclear e assegurou que "em todos os países onde se produz energia nuclear, a independência energética aumenta".

A conferência ocorre numa altura em que se receia uma crise económica global devido às perturbações no abastecimento de petróleo e gás do Golfo Pérsico causadas pela guerra israelo-americana contra o Irão.

Em resposta à ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão atacou os países da região e impôs um bloqueio 'de facto' ao estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás.

A guerra fez subir o preço do barril do petróleo acima dos 100 dólares, para níveis idênticos aos de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.