O crude está a disparar nos principais mercados internacionais. As estimativas de que poderá em breve chegar aos 150 dólares parecem cada vez mais alcançáveis. Os restantes ativos estão todos a reagir.
O preço do petróleo não pára de
subir e já superou os 109 dólares por barril nos contratos de futuros, na sequência da guerra no Médio Oriente. O Presidente dos EUA, Donald
Trump, diz que é “um pequeno preço a pagar” para derrotar o Irão.
petroleo combustiveisCharlie Riedel/AP
O Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e
referência para as importações europeias, segue a disparar 17,90% para 109,28 dólares por barril. No acumulado do ano, sobe 79,82%.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os
Estados Unidos, escala 20,55% para 109,59 dólares, com a valorização desde o início do ano a atingir os 90,93%.
O Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, três grandes
produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), reduziram
a produção de crude devido à falta de espaço de armazenamento, refere a CNBC.
Estes países não estão a conseguir exportar através do estreito
de Ormuz devido às ameaças iranianas contra os petroleiros, numa altura em que
a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão não dá sinais de abrandamento.
Com esta escalada das cotações do ouro negro, o índice japonês Nikkei 225 segue a afundar 6,23% para 52.110 pontos, em Wall Street os futuros do Dow Jones e do Standard & Poor's recuam em torno de 2% e os do Nasdaq caem 2,3%, ao passo que o índice do dólar está em máximos de três meses, nos 99,5 pontos, e o ouro cede 2,54% para 5.029 dólares por onça à conta dessa apreciação da nota verde - já que é denominado em dólares e fica menos atrativo para quem negoceia com outras moedas.
Só nos EUA, os preços do crude subiram 35% esta semana, o
maior ganho na história deste mercado de futuros desde 1983. Em Londres, a valorização semanal foi de 28%. A última vez que
os preços do petróleo tinham ultrapassado o patamar dos 100 dólares por barril
tinha sido após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
Assim que o petróleo superou os 100 dólares, neste domingo, Donald
Trump publicou na rede Truth Social que um aumento nos preços a curto prazo era
um “preço muito pequeno a pagar” pela destruição da ameaça nuclear do Irão. “Só os tolos pensariam de forma diferente”, acrescentou.
Recorde-se que neste domingo a República Islâmica nomeou o seu novo líder
supremo, havendo fontes que dizem ser o filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba –
mas não há ainda confirmação oficial.
Os preços dos combustíveis vão disparar nas bombas
portuguesas, já nesta segunda-feira, impulsionados pela escalada dos preços do
petróleo.
Perante este cenário, o Governo anunciou
na sexta-feira que iria aplicar um desconto "temporário" e
"extraordinário" de 3,55 cêntimos por litro no imposto sobre os
produtos petrolíferos (ISP) no gasóleo para tentar travar os fortes aumentos
previstos.
Nesse mesmo anúncio, o Governo revelou que, “de acordo com as
informações obtidas junto do setor, a partir da próxima segunda-feira, na
ausência desta redução, o preço do gasóleo rodoviário subiria 23,4 cêntimos por
litro”.
Assim, o valor final do gasóleo na bomba ficará na ordem dos 19 cêntimos por
litro. Já a gasolina sem chumbo deverá aumentar em 7,4 cêntimos por litro e,
dado que a medida temporária e extraordinária só é aplicada em subidas
superiores a 10 cêntimos, não usufruirá desse desconto.
(notícia atualizada pela última vez à 01:04 de segunda-feira, 9 de março)
Petróleo supera 109 dólares em Londres e Nova Iorque
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.