Como Centeno lidou com o seu maior escândalo

Ministro das Finanças conseguiu hoje ser eleito presidente do Eurogrupo, o conselho dos ministros das Finanças dos países que adoptaram o euro.


Devido à eleição de Mário Centeno como presidente do Eurogrupo, recorde o artigo publicado pela SÁBADO a 16 de Janeiro, acerca do escândalo da Caixa Geral de Depósitos. 

Alto e magro, de camisola às riscas vermelhas e brancas, Mário galgava terreno pela linha lateral. Conhecido pela sua rapidez, o jovem que jogava a ponta na equipa de râguebi do ISEG suava para fazer o seu papel: ganhar metros, fazer ensaios, materializar em pontos o jogo colectivo da equipa. Nem sempre corria bem: um erro de cálculo aqui, um desvio de trajectória acolá. Além disso, o facto de ser um peso-pluma tornava-o especialmente permeável aos tackles implacáveis dos adversários. Mas quando ia ao solo, a equipa mobilizava-se para o proteger. Porque Mário era importante para que a bola voltasse a girar com velocidade.

Passados cerca de 30 anos, agora com o fato de ministro das Finanças, Mário já não é apenas importante – é uma figura nuclear na tradução em números do esforço da equipa liderada por António Costa para estabilizar o sistema financeiro e cumprir as metas orçamentais a que Portugal se comprometeu com as instituições internacionais.

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