Miguel Almeida diz que o Presidente da República "está mal informado" da situação que se passa no terreno, uma vez que as centenas de trabalhadores destacados estão desde 28 de janeiro a trabalhar na reposição das comunicações.
O CEO da Nos respondeu ao Presidente da República, depois de Marcelo Rebelo de Sousa dizer que as operadoras se "portaram mal" perante a demora na reposição das telecomunicações, que ainda está em curso. Miguel Almeida não gostou do tom acusatório do Presidente da República e garante que este "está certamente muito mal informado", acusando-o de "insensibilidade" perante quem está a tentar recuperar as redes.
"O senhor Presidente da República está certamente muito mal informado", começa por dizer Miguel Almeida, numa resposta ao Negócios.
"As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada [28 de janeiro] estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal", sublinha o CEO.
As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em PortugalMiguel Almeida
CEO da Nos
Miguel Almeida reitera que as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa não coincidem com a realidade, uma vez que as empresas de comunicações enviaram, de imediato, centenas de trabalhadores para recuperar as redes de telecomunicações. O cenário com que os trabalhadores se depararam no terreno, sabe o Negócios, foi considerado devastador, com vários postes caídos nas estradas ao longo de dezenas de quilómetros.
O Presidente da República vincou que "as [operadoras de] comunicações portaram-se mal". "Ficou tudo sem comunicações", reiterou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, apontando que se verificaram melhorias quando comparado com a altura dos incêndios, em que a rede se desligou quase instantaneamente. O Presidente da República recordou também a ida a uma escola no município de Ourém, em que "60% a 70% dos alunos puseram o dedo no ar" quando foi colocada a questão de quem ainda não tem as telecomunicações restabelecidas.
CEO da Nos acusa Marcelo de "insensibilidade e desumanidade"
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