Economia

As falhas e as insuficiências dos apoios do Estado na pandemia

As falhas e as insuficiências dos apoios do Estado na pandemia
Bruno Faria Lopes 21 de fevereiro

Empresas que ficaram sem clientes e sem direito ao lay-off. Dinheiro anunciado em Novembro que chega em Março. E critérios que dificultam o acesso aos pequenos empresários, que estão no limite.

Se na primeira vaga da pandemia muitas empresas ainda tinham algumas reservas dos anos anteriores, que foram bons, o impacto deste segundo confinamento apanha-as financeiramente já muito desgastadas – e a precisarem ainda mais de apoios públicos atempados para aguentarem postos de trabalho e para sobreviverem. Um estudo recente publicado pelo Banco de Portugal estima que a dívida associada a empresas em vulnerabilidade financeira em 2020 já vale 31% do total da dívida das empresas portuguesas – em 2019 valia 22%. A situação está a agravar-se.

O Estado continua a fazer um esforço financeiro para mitigar os efeitos da paragem – só em medidas de proteção do emprego já foram gastos mais de 2,4 mil milhões de euros desde Março de 2020 – com as medidas anunciadas periodicamente pelo ministro da Economia. Mas, para as associações empresariais, e para proprietários de negócios em todo o país, nota-se a diferença entre a expectativa criada e a realidade. Estes são alguns dos problemas.

Layoff: os elos perdidos

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