Investigação
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A vida desconhecida de Maud Queiroz Pereira

A vida desconhecida de Maud Queiroz Pereira
Ana Taborda 14 de outubro

A matriarca de uma das mais poderosas famílias portuguesas deixou milhares de euros aos empregados e distribuiu as suas muitas joias e peças de arte pela família e amigos. Discreta e aventureira, chegou a saltar de paraquedas com um dos filhos e até aos 94 anos nadava todos os dias – só já não mergulhava de cabeça.

Maud Queiroz Pereira teria já 94, 95 anos quando passou as últimas férias de verão no barco do filho Pedro, em que muitas vezes navegava até Ibiza ou Maiorca, em Espanha. Com o avançar da idade, só uma coisa mudou, garante uma amiga: “Já não mergulhava de cabeça no mar”. De resto, continuava a sair todas as manhãs para nadar, como também fazia quando estava na sua casa de Algés e se levantava às 7h da manhã para ir até à praia ou a uma das piscinas da sua moradia – a interior, aquecida, ou a exterior, que usava quando o tempo permitia.

A matriarca da família Queiroz Pereira, que morreu em abril, aos 98 anos, foi sempre uma mulher muito ativa: fez esqui quase até morrer, aos 90 anos ainda acompanhava os amigos caçadores no jipe (só não caçava) e até perto dessa idade reuniu todas as semanas com o administrador da Herdade dos Fidalgos, em Coruche, onde a família produz vinho.

Antes de o filho Pedro morrer, em 2018, também era raro falhar o almoço de domingo com a família dele, muitas vezes no Visconde da Luz, em Cascais. Pedro era, há muito tempo, o herdeiro mais próximo da matriarca. E isso nota-se nos três testamentos de Maud Queiroz Pereira a que a SÁBADO teve acesso, feitos em 2005, 2012 e 2015. Todos se referem apenas à quota disponível, ou seja, à parte da sua herança de que podia dispor livremente. Um primeiro testamento, de 2004, não está disponível para consulta.

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