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Greve geral vai afetar setor dos transportes: CP, Metro, Fertagus e Carris vão aderir à paralisação

Luana Augusto 21 de maio de 2026 às 09:33

Sindicato garante que "todas as empresas de transportes" de norte a sul do País foram mobilizadas e que até já foram entregues os pré-avisos de greve. Em causa está a aprovação do pacote laboral.

As empresas de transportes urbanos de passageiros de todo o País vão aderir à greve geral que se realiza no dia 3 de junho - o que significa que nesse dia são esperados fortes constrangimentos pelo menos nesse setor, avançou à agência de notícias Lusa fonte da Fectrans.

CP, comboios de Portugal João Miguel Rodrigues/Correio da Manhã

Segundo José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), "todas as empresas de transportes" foram mobilizadas e já entregaram até um pré-aviso de greve. Os pré-avisos abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, a Carris, a Carristur, a Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP, CP -Comboios de Portugal, entre outros.

Em causa está a greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho, que se prende com a aprovação do novo pacote laboral.

Durante vários meses, a central sindical, assim como a UGT, fizeram vários apelos ao Governo para que não avançasse com a reforma laboral e estiveram até por diversas vezes reunidos com a ministra do Trabalho, mas as negociações não chegaram a bom porto. Como consequência, a CGTP decidiu avançar com uma greve geral - que além dos transportes vai afetar também outros setores como o da saúde.

A 11 de dezembro do ano passado, a CGTP e a UGT já haviam realizado uma greve geral pelos mesmos motivos, alegando que esta proposta não constava no programa eleitoral da AD. Na altura, discutiu-se até o nível de adesão a essa greve, com as centrais a apontarem para uma grande mobilização e o Governo a contrapor. Agora, a Fectrans espera que a adesão "em nada seja inferior" à paralisação passada.

Esta proposta de lei, que entretanto já foi aprovada em Conselho de Ministros e se encontra disponível no site da Assembleia da República, contempla "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial: 12 destas são provenientes da UGT, indicou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.

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