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Varandas critica exibição do Sporting no Jamor: "Exigimos jogadores que queiram ganhar troféus no seu clube"

Record 18:28
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Presidente leonino garante continuidade de Rui Borges e refere que os verdes e brancos cumpriram os "objetivos mínimos" em 2025/26

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, criticou a atitude da equipa leonina frente ao Torreense, na final da Taça de Portugal, e lembrou que o clube "exige jogadores que tenham a ambição de ganhar troféus internos." O dirigente recordou ainda que vários jogadores já deram muito ao clube, mas quer elementos que mantenham a fome de vitória.

Frederico Varandas comenta desempenho do Sporting e exige mais dos jogadores
Frederico Varandas comenta desempenho do Sporting e exige mais dos jogadores Pedro Ferreira/MediaLivre

"O Sporting perde a final por cansaço, por ausência de jogadores, por incapacidade tática? Não. O Sporting perde a final porque não competiu. Não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional. Aquele grupo de jogadores já ganhou muito. Conquistaram muitos títulos, mas o Sporting quer um grupo que queira continuar a ganhar muito. O Sporting quer jogadores que queiram jogar Champions, participar no Mundial, mas o Sporting exige que os jogadores queiram ganhar troféus internos, nomeadmaente contra equipas de escalão inferior. Percebo que um jogador tenha os seus objetivos pessoais, como participar em campeonatos do Mundo, fazer grandes campanhas europeias. O objetivo principal de um jogador do Sporting é ganhar títulos pelo Sporting, entidade patronal. Se a motivação não for a mesma, não terá espaço no Sporting", salientou, à margem da comemoração do 70.º aniversário do Estádio Universitário de Lisboa.

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Por outro lado, o líder dos leões garantiu a segurança de Rui Borges no comando técnico, independentemente das críticas de que o treinador foi alvo depois da final perdida, no Jamor. "O mais importante para um clube é a forma como um presidente reage na derrota. Desde domingo até hoje. Já vi Rui Borges fragilizado, pressionado, mas foi nas capas de jornais e nas redes sociais. Todas estas variáveis contam zero para a decisão do Sporting. Rui Borges é treinador do Sporting. No ano passado, levou a equipa a todas as decisões, ganhou todas as decisões. Agora voltou a levar-nos a todas as decisões. O assunto de Rui Borges está encerrado", frisou.

Um dos argumentos de Varandas passa pelo facto de os leões terem cumprido os "objetivos mínimos" em 2025/26. O dirigente lembrou a importância do segundo lugar para que os verdes e brancos possam continuar a chegar sempre "às decisões", tal como aconteceu na época que acaba de terminar. 

"O balanço da época tem de ser feito em duas fases: o início do campeonato até à final de domingo e depois a final de domingo. Sobre a primeira fase, o Sporting fez uma época muito positiva. Chegou a todas as decisões. Não conseguiu o objetivo principal que era ser campeão. Terminou em segundo lugar, com 82 pontos, os mesmos com que foi campeão em 2024/25. Fez a melhor campanha europeia da história do clube. Fez grandes jogos contra os finalistas da prova. Qualificou-se com muito mérito para a final da Taça. O Sporting acabou por atingir todas as decisões. Mas ao contrário da época passada, chegámos às decisões e não conquistamos qualquer título. Ficou atingido o objetivo mínimo, muito na visão do adepto, que tem ausência de troféu. Para a Direção, o segundo lugar é um objetivo de grande importância, pois é um objetivo que permite ao Sporting continuar na Champions League", descreveu.

Neste âmbito, o presidente do Sporting aproveitou para lembrar a situação leonina no momento da sua chegada. "É essa a participação que permite ao Sporting ter capacidade financeira para continuar a fazer crescer o clube e continuar a ter armas para poder estar ans decisões e conquistar títulos. Até 2018, éramos um clube de Liga Europa e agora somos um clube de Champions League. Cumprimo os objetivos mínimos", frisou.

Benfica e FC Porto acusados "de condicionarem a arbitragem ao máximo"

Noutro âmbito, Frederico Varandas deu troco a André Villas-Boas, que qualificou como "patéticas" e uma "chico-espertice" as propostas apresentadas pelos leões na última assembleia geral da Liga Portugal. Assim, o dirigente leonino clarificou as sugestões que apresentou e mostrou-se surpreendido por tê-las visto chumbadas. "O maior elogio que se pode fazer ao Sporting é que cada vez que o presidente do FC Porto fala, fala no Sporting. Já não é a primeira vez que o presidente do FC Porto não é rigoroso. Já veio a público dizer que o presidente do Sporting tinha chamado ladrão ao presidente da FPF, João Capela e Nuno Almeida. Disse uma mentira. Em relação ao que foi dito hoje, é uma inverdade. Pode ser ignorância. O IFAB, há umas semanas, permitiu as mudanças nas leis de jogo para a utilização do VAR na revisão de cantos, mas não obriga à aplicação da lei. Dá a possibilidade aos campeonatos de poderem adotar esta possibilidade. Onde se propõe alterações? Numa AG. O Sporting agarrou num lance que deu tanto ruído o ano inteiro. Houve um canto. O Sporting, que foi beneficiado por esse canto, propôs que a Liga pusesse isto em vigor. O FC Porto votou contra. Foi apenas uma proposta do Sporting. Além desta, o Sporting propôs que o banco mude de posição com banco visitante para a equipa da casa não pressionar o fiscal de linha. Propusemos que a pena aumentasse 4 vezes para um clube que fale de arbitragem antes ou depois do jogo, condicionando arbitragens. O Sporting pediu punições severas quando se verifica uma consertação de apanha-bolas para atrasar o jogo e propôs que os administradores sejam responsabilizados por publicações nas redes sociais dos clubes a condicionar árbitros. Foi chumbado", frisou.

Perante esse cenário, Varandas argumentou que "ninguém quer mudar o futebol português", lançando críticas ao comportamento de Benfica e FC Porto, mas também acusou de inação os outros clubes da Liga.

"Benfica e FC Porto têm a estratégia de condicionar a arbitragem ao máximo. Fazem tweets, comunicados. Colocam lances onde são hipoteticamente prejudicados, nunca dizem os lances onde são beneficiados. Mostram lances onde os rivais são beneficiados, mas não quando são prejudicados. Só contam metade da história. Saem tweets, newsletters e é uma pressão enorme sobre as arbitragens. O Sporting não vai ganhar esta guerra. Os clubes pequenos querem continuar que os grandes continuem a fazer tudo o que querem. O Sporting podia ter feito uma época muito boa. Fez resultados mínimos, porque não conseguiu vencer troféus. À imagem dos últimos 7 anos, nunca foi por culpa de arbitragem. Foi por incompetência nossa", destacou.