Hamilton: de vítima de bullying a melhor da história

Hamilton: de vítima de bullying a melhor da história
Carlos Torres 29 de outubro de 2020

O piloto inglês chegou às 92 vitórias em GP no Algarve, batendo o recorde de 91 de Schumacher. Em miúdo, foi para o karaté para aprender a defender-se na escola.


Desde que se estreou num campeonato de karting, em 1995, com 10 anos, as piores classificações de Lewis Hamilton numa época foram o 5º lugar (três delas na Fórmula 1). Nesses 25 anos, foi campeão 15 vezes. Na Fórmula 1, bateu no último domingo, dia 25, em Portimão, o recorde de vitórias de Michael Schumacher em Grandes Prémios (são 92, desde que conquistou o primeiro triunfo, a 1 de junho de 2007, pela McLaren). Aliás, desde 2007 que ganhou sempre pelo menos um GP (o pior ano foi em 2013, com apenas uma vitória, no GP da Hungria).

Campeão do mundo de F1 por seis vezes (o sétimo triunfo não deve demorar muito, pois lidera a atual classificação destacado), Hamilton vai igualar os sete títulos do recordista Michael Schumacher esta época e deverá ultrapassá-lo já em 2021, atendendo ao grande dominio da Mercedes, que desde 2014 ganhou 104 dos últimos 138 GP (só a Ferrari, com 17 triunfos, e a Red Bull, com 16, têm tentado contrariar o domínio da marca alemã). Recorrendo ao livro Furacão Hamilton, do jornalista Sérgio Veiga (publicado no passado dia 16 de junho pela Oficina do Livro), contamos-lhe seis histórias marcantes sobre o piloto britânico.

O avô caribenho e o karaté
As raízes de Lewis Hamilton estão nas Caraíbas – em 1955, o seu avô Davidson mudou-se para Inglaterra após a ilha de Granada ter sido destruída por um furacão. O pai, Anthony, funcionário dos caminhos de ferro, deu-lhe o nome de Lewis Carl em homenagem a Carl Lewis, o norte-americano recordista dos 100 e 200 metros no atletismo. Quando tinha 2 anos, os pais separaram-se e ficou a viver com a mãe, Carmen. Em Stevenage, a 50 km de Londres, havia poucos negros, e Lewis foi vítima de racismo na escola. Com 5 anos foi para o karaté, para melhor enfrentar o bullying de que era alvo (aos 10 anos já era cinturão negro).

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