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Radioactividade de Fukushima continua afectar costa a muitos quilómetros da central

02 de outubro de 2017 às 20:29
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Césio radioactivo libertado durante o desastre na central, atingida pelo maremoto provocado pelo abalo de terra, concentrou-se nas areias e tem estado a escorrer para o oceano

Resíduos radioactivos do acidente com a central nuclear de Fukushima, no Japão, foram descobertos em areia e água subterrânea de praias a quase cem quilómetros de distância da instalação afectada pelo terramoto de 2011, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

Césio radioactivo libertado durante o desastre na central, atingida pelo maremoto provocado pelo abalo de terra, concentrou-se nas areias e tem estado a escorrer para o oceano.

Nas semanas a seguir ao desastre, que ocorreu a 11 de Março de 2011, césio 157 foi levado pelas correntes marinhas e acumulou-se na costa, onde se manteve agarrado à areia na mistura subterrânea de água doce com salgada.

Marés recentes soltaram aquele elemento radioactivo, que rodeado de água salgada deixa de estar agarrado à areia.

"Não era esperado que os níveis mais elevados de césio na água do mar fossem hoje encontradas a muitos quilómetros de distância, em vez de no porto da central de Fukushima", afrirmou Virginie Sanial, uma das autoras do estudo publicado hoje no boletim da Academia Nacional das Ciências norte-americana.

Com metade dos 440 reactores nucleares no mundo localizados em zonas costeiras, esta fonte de contaminação radioactiva persistente "precisa de ser tida em conta no controlo de centrais e em cenários de acidentes futuros", afirmam os autores do estudo.

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