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Duas a três chávenas de café podem ajudar a reduzir risco de demência

Diogo Barreto
Diogo Barreto 09 de fevereiro de 2026 às 20:52
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Estudo aponta para uma possível ligação entre consumo moderado de cafeína e melhor saúde cerebral.

Duas a três chávenas de café por dia pode ser o suficiente para diminuir o risco de contrair demência, revela um novo estudo científico, que liga o consumo de cafeína, de forma moderada, a um retardar o declínio cognitivo O estudo diz que tanto o café como chá com cafeína (como, por exemplo, o Earl Grey) podem ajudar a combater o declínio, mas que são precisos mais estudos para afirmar com certeza.

Café
Café Soeren Stache/picture-alliance/dpa/AP Images

Num estudo de larga escala com mais de 130 mil participantes levado a cabo ao longo de 43 anos, os autores do estudo concluíram que pessoas que beberam entre duas a três chávenas de café ou uma a duas chávenas de chá por dia tinham menos hipóteses de desenvolver demência do que pessoas que não ingeriam cafeína (ou que ingeriam quantidades menores). Segundo os dados recolhidos, duas a três chávenas de café podem baixar entre 15% e 20% a possibilidade de desenvolver demência, quando comparado a quem não o faz.

Os resultados deste estudo foram publicados na revista científica JAMA - - esta segunda-feira e não prova de forma cabal que a cafeína tem efeitos benéficos no cérebro, mas aponta para que essa seja a realidade. As pessoas que ingeriram quantidades medianas de cafeína obtiveram também melhores resultados em testes que avaliavam função cerebral.

O autor principal do estudo, Yu Zhang, nutricionista epidemiológico na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sublinha que estes resultados não são definitivos: "O nosso estudo sozinho não consegue provar causalidade, mas de acordo com o conhecimento que temos atualmente, é a maior base de provas que temos de que o consumo de café e chá estão relacionados com saúde cognitiva".

Teoricamente, a cafeína e o polifenóis (compostos químicos naturais) presentes no café e chá podem ajudar a proteger o envelhecimento precoce do cérebro ao melhorar a saúde vascular e a reduzir a inflamação e o stress oxidativo.

O professor de saúde pública da universidade da Califonia, em San Diego, Aladdin Shadyab disse ao jornal norte-americano The New York Times que este estudo - no qual não esteve envolvido - é "muito rigoroso".