Centros de saúde não estão a preparar os doentes para o inverno

Sofia Oliveira com Ana Taborda 19 de outubro de 2021

O inverno aproxima-se e, com ele, as doenças trazidas pela estação fria. Doentes respiratórios e grupos de risco geram maior preocupação. Só daqui a um ano é que se saberá se é necessária uma vacina anual contra a covid-19.

O tempo frio, vento e chuva no inverno, aliados a passar mais tempo dentro de espaços fechados enquanto os vírus respiratórios estão mais ativos, fazem com que o contágio da gripe, doenças do aparelho respiratório e agora infeções por covid-19 tenda a ser maior. Além disso, as vias respiratórias ficam mais irritadas com o frio, o que pode levar ao agravamento dos sintomas alérgicos.

Nos dois últimos anos a incidência das viroses foi menor, devido à utilização da máscara e ao menor contacto social trazido pelos confinamentos. As crianças e os idosos, que se apresentam como os mais suscetíveis aos problemas respiratórios, devem ser alvo de uma atenção especial no inverno.

Maria João Tiago, médica e secretária regional do Sindicato Independente dos Médicos em Lisboa e Vale do Tejo, acredita que vá existir uma maior disseminação das doenças mais comuns no inverno. Alerta ainda para o facto de os doentes respiratórios terem sido menos vigiados no último ano devido à falta de médicos de família nos centros de saúde. "Neste momento temos um milhão de doentes sem médico de família, não existe a preparação necessária para os doentes respiratórios que precisam de ser sempre acompanhados", lamenta à SÁBADO.

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