Cancro colorretal: "É premente a necessidade de se fazer o rastreio"

Cancro colorretal: 'É premente a necessidade de se fazer o rastreio'
Leonor Riso 30 de abril

Anabela Barros, oncologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, avisa que a redução do número de exames incluídos no rastreio se mantém, devido à pandemia.

Sabia que o cancro colorretal, ou cancro do intestino, é o tipo de cancro mais comum no País? Em 2020, causou 2.972 mortes e foram diagnosticados mais de 10 mil novos casos. A quebra nos rastreios provocada pela pandemia pode agravar a situação. Estima-se que, em 2020, cerca de 415 mil pessoas não fizeram rastreios aos cancros colorretal, da mama e do colo do útero e que foram realizadas menos 100 mil colonoscopias em Portugal.

Anabela Barros, oncologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e presidente do Grupo de Investigação de Cancro Digestivo, explica a que alterações deve estar atento e como se realizam os tratamentos. 

Quais são os principais sinais de alerta?
Não há propriamente sinais de alerta. Na maioria dos casos, são pequenas alterações a que o doente deve estar atento para suspeitar de que algo não está bem e procurar orientação médica, tais como: alteração do funcionamento intestinal, seja no sentido da obstipação ou diarreia, perda de sangue nas fezes, desconforto ou dor abdominal, cansaço e perda de peso. No cancro do reto é mais frequente a perda de sangue vivo nas fezes, a sensação permanente de necessidade de evacuar (falsas vontades) ou a sensação de pressão anal que não alivia com as dejeções. Frequentemente, o cancro colorretal só provoca sintomas em estadios mais avançados. A melhor recomendação é de não desvalorizar qualquer sintoma de que a pessoa se aperceba.

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