Sábado – Pense por si

Álvaro Rocha
Álvaro Rocha Professor Universitário

A inovação científica está a envelhecer

O problema é que a ciência contemporânea diz valorizar a novidade, mas muitas vezes castiga quem a pratica. Projetos arriscados têm menos probabilidade de financiamento. Ideias fora da corrente dominante encontram mais resistência nos painéis de avaliação.

Universidades brincam aos concursos de professores

Muitos académicos passam anos a publicar, ensinar, orientar estudantes, participar em projetos e construir percursos científicos respeitáveis. Depois candidatam-se a concursos públicos e descobrem que o seu trabalho pode ser descartado não pelo mérito, mas por uma vírgula administrativa. É difícil imaginar maior desprezo pelo esforço académico.

O negócio global dos diplomas em gestão

O ensino superior não pode ser apenas um negócio global de exportação de diplomas. Se o for, corre o risco de perder a sua missão fundamental: formar cidadãos qualificados, críticos e capazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável das sociedades.

Académicos sem mundo, um país sem futuro

Demasiados académicos em Portugal publicam para outros académicos, avaliam-se mutuamente, citam-se em circuito fechado e raramente produzem algo com impacto tangível fora das suas instituições. Não criam empresas, não desenvolvem produtos, não prestam serviços, não assumem riscos.

A inteligência artificial não é democrática

Portugal, como tantos outros países europeus, corre um risco particular. A rápida adoção de ferramentas de IA em contextos empresariais e educativos pode criar uma ilusão de modernização. Mas se essa adoção não for acompanhada por investimento sério em competências, estaremos apenas a acelerar desigualdades já existentes.

A próxima catástrofe pode vir da IA

A pressão para acelerar é enorme. A inteligência artificial tornou-se um campo central da competição geopolítica entre grandes potências, em particular entre os Estados Unidos e a China. Nenhum país quer ficar para trás.

A ascensão imparável da Índia

A Índia deixou de ser vista apenas como um mercado emergente de baixo custo. Hoje é um ator central nas indústrias de ponta. Consolidou-se como potência mundial em software, serviços digitais, inteligência artificial, biotecnologia e indústria farmacêutica.

Balão do Ministro da Agricultura perto de estourar

Desde que tomou posse, o ministro tem acumulado episódios que revelam uma dificuldade recorrente em separar convicção pessoal de responsabilidade institucional. O exemplo mais mediático terá sido a afirmação de que “a longevidade é maior onde se bebe tinto verde”.

A “roubalheira” da Uber Eats

Se a comida não chega, o cliente tem de provar que estava em casa. Se o estafeta declara que ligou, o sistema regista essa versão como válida. A presunção parece funcionar sempre contra quem paga.

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