Zoom preocupa especialistas: "É um malware"

Zoom preocupa especialistas: 'É um malware'
Alexandre R. Malhado 07 de abril de 2020

Desde infiltração de hackers em videochamadas até à venda de dados dos utilizadores, a plataforma tem estado envolvida em polémicas.

De um mês para o outro, a plataforma de videoconferência Zoom aumentou o tráfego diário em 535%. A culpa é do novo coronavírus (Covid-19): com as medidas de isolamento social, as pessoas começaram a socializar à distância, através de aplicações de telemóvel. Contudo, especialistas em cibersegurança apontam problemas de seguranças e privacidade na aplicação.

"Vamos simplificar isto. A Zoom é um malware", disse Arvind Narayanan, professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, ao jornal The Guardian. Desde infiltração de hackers em videochamadas - conhecido como Zoom bombing, que originou uma investigação do FBI - até à venda de dados dos utilizadores, a empresa tem estado envolvida numa série de polémica.

Esta segunda-feira nos Estados Unidos, a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, enviou uma carta à empresa a pedir quais as medidas tomadas para resolver tais questões de segurança. James está particularmente preocupada como estas falhas de segurança podem deixar os utilizadores vulneráveis e "habilitar entidades maliciosas a, entre outras coisas, aceder clandestinamente às suas webcams". 

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