Sabe o que é a tele-saúde?

Sabe o que é a tele-saúde?
Vanda Marques 05 de março de 2019

A telemonitorização pode reduzir em 83% o risco de o doente ser hospitalizado ou morrer. Falámos com Dulce Brito responsável por este programa no centro Hospitalar de Lisboa Norte

Um estudo alemão revela que a telemonitorização de doentes com insuficiência cardíaca reduziu a percentagem de dias perdidos em internamentos hospitalares não planeados e até mortalidade por todas as causas. O estudo TIM-HF2 foi publicado na revista científica The Lancet e que foi apresentado no IX Congresso Novas Fronteiras em Medicina Cardiovascular em fevereiro.

Este estudo revela que a gestão remota dos doentes, ou seja, a transmissão diária de sinais vitais para um centro de telemedicina, permitia uma comunicação direta entre o centro de telemedicina, o cardiologista e o clínico geral, todos envolvidos no tratamento. De que forma? Os doentes receberam também um telemóvel para entrar em contacto com o centro de telemedicina em caso de emergência e também foram acompanhados por entrevistas telefónicas mensais. 

O estudo TIM-HF2 testou a intervenção em 1.538 doentes em vários centros na Alemanha que foram internados num hospital por piorar a IC nos últimos 12 meses. A professora Dulce Brito, médica cardiologista, é a coordenadora do Programa de Insuficiência cardíaca e Telemonitorização do centro Hospitalar de Lisboa Norte e explica de que forma esta telemonitorização pode ser eficaz. E ainda como funciona este sistema em Portugal. 

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