Sábado – Pense por si

No Afeganistão, está aberta a guerra aos salões de beleza

Raquel Lito
Raquel Lito 09 de outubro de 2021 às 18:00

Desde a ocupação talibã, as mulheres perdem o rosto na via pública – e a maquilhagem. As montras que antes exibiam o ideal feminino agora são censuradas a tinta.

Ser maquilhadora em Cabul, no Afeganistão, é viver como uma fugitiva. O futuro profissional de Afsoon (nome fictício) é incerto por defender a cara destapada, sem burcas opressivas. O salão de beleza onde trabalhava é mais um alvo a abater pelo regime talibã e não recebe ordenado desde 24 de agosto. A misoginia vê-se à distância, nas montras, com os cartazes de noivas maquilhadas a serem cobertos de tinta.

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