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Centros educativos: Há vida além da sentença?

Luísa Oliveira 28 de abril de 2026 às 23:00

Quando um menor até aos 16 anos entra num centro educativo, espera-se que de lá saia mais encarreirado. Nunca está sozinho, tem apoio psicológico, é obrigado a ir às aulas e pratica muito desporto

Depois do acórdão lido no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, durante uma hora, o jovem de 14 anos, natural da Gafanha da Vagueira, que a 21 de outubro do ano passado matou a mãe, Susana Gravato, 49 anos, autarca de Vagos, com dois tiros na cabeça, voltou para o centro educativo de Santo António, no Porto. Dali, só sairá ao fim de três anos (os meses que lá esteve até ao julgamento não abatem na pena), passados em regime fechado, que em quase tudo se assemelha a uma prisão, com laivos de colégio interno. O rapaz sabe que, dentro daqueles muros altos, com arame farpado, nunca estará sozinho, nem quando pousar a cabeça na almofada para dormir. Até nesse momento terá companheiros de camarata, na melhor das hipóteses só um – e a porta do quarto (”não é uma cela”, lembra o psicólogo Paulo Sargento) ficará fechada toda a noite, até ser acordado pelo agente educativo, com um animador “Bom dia!”.

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