Carlos Queiroz: as histórias da infância e da adolescência em Moçambique

01 de março de 2015

O treinador faz hoje, 1 de Março, 62 anos. No liceu tinha grande sucesso entre as raparigas e não lhe faltavam namoradas. No futebol é que o jeito era pouco. Recorde o perfil que a SÁBADO publicou durante o Mundial 2010

Na estreia de Portugal no Mundial da África do Sul, a 15 de Junho de 2010, contra a Costa do Marfim, repare na gravata de Carlos Queiroz. É provável que seja lisa e bordeaux. Porquê? Para fazer a vontade à mulher, Paula Alves. "O Carlos não é supersticioso. Mas a mulher acredita que aquela gravata dá sorte", conta à SÁBADO Ângela Serras Pires, de 48 anos, que entre 1994 e 2004 foi assistente pessoal do seleccionador. Com Queiroz e a mulher, formou um trio inseparável. "Vivemos em Lisboa, Nova Iorque, Japão, Dubai, África do Sul, Espanha e Inglaterra", diz Ângela, a viver em Moçambique, onde trabalha como consultora informática. 

"Eu fazia de tudo, de relações-públicas a mediadora dos problemas domésticos. Lembro-me de uma vez em que o Luís Norton de Matos [actualmente a treinar no Senegal] ofereceu um pastor-alemão ao Carlos Queiroz. Quando ele foi treinar o MetroStars, um clube norte-americano, levámos o cão para os EUA. O problema é que fomos viver para um condomínio privado, dentro de um campo de golfe, onde era proibido construir vedações à volta das casas. E o cão aproveitava para andar pelo campo de golfe a perseguir os esquilos. À terceira queixa dos vizinhos apareceu-nos a polícia lá em casa. Levava uma ordem de deportação para o cão. Por coincidência, nessa altura estávamos de partida para o Japão, onde o Carlos ia treinar o Nagoya Grampus. Disse à polícia que íamos deixar os EUA e lá consegui evitar que o cão fosse deportado. No dia da partida, fomos os três com o cão para o aeroporto. O problema é que ninguém se lembrou de fechar a porta da casota e o cão desatou a fugir pelo aeroporto de Newark causando uma confusão enorme", conta.

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