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António Lobo Antunes. Guerra, horror e morte

Diogo Barreto
Diogo Barreto 10 de março de 2026 às 23:00

A experiência que mais marcou a sua vida e escrita foram os três anos que passou na guerra em África. Estava lá quando nasceu a filha mais velha e foi ali que a segunda filha foi concebida. Ali conheceu os melhores dos jovens, mas também o pior da humanidade.

O pequeno António Lobo Antunes que viveu toda a sua vida numa quinta em Benfica aterrou em África em 1971. Era médico (ainda não tinha escolhido a especialização em Psiquiatria) e não sabia o que iria encontrar. Apesar de já ter lido Tolstoi, Norman Mailer ou Joseph Conrad ("The horror, the horror"), nada o havia preparado para a desumanidade a que assistiu na guerra. A experiência no Ultramar transformou-o como nenhuma outra experiência e durante o resto da vida foi quase exclusivamente sobre esse tema que escreveu.

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