15% dos portugueses usam dildos e estimulantes

15% dos portugueses usam dildos e estimulantes
Raquel Lito 04 de abril de 2017

Os resultados foram recolhidos a 333 pessoas acima dos 18 anos, das grandes zonas do País

Quase século e meio depois da invenção do vibrador, pelo médico norte-americano George Taylor, a reacção do público à indústria dos objectos eróticos não mudou assim tanto. Os consumidores ainda temem ir às sex shops: os tímidos argumentam que vão fazer compras para amigos, mas pedem demasiados pormenores; os fugitivos entram e saem de forma apressada; à excepção dos bem resolvidos, sobretudo gays e mulheres, que conhecem as novidades e compram sem tabus.

Há ainda a categoria dos domésticos, que não se levantam do sofá e recorrem ao telefone ou à via do online para adquirirem brinquedos. É nesta fatia de mercado que José Borralho, 47 anos, está focado: acaba de publicar o inquérito Na cama dos portugueses onde conclui que somente 15% utilizam produtos eróticos, entre dildos e estimulantes; 25% consomem literatura erótica; 27% roupas para o efeito, além dos óleos e lubrificantes. Os indicadores revelam ainda curiosidade (71% mostram-se receptivos a novas experiências). Entre os satisfeitos com a vida sexual (57%), quase metade (48%) visitam motéis para sair da rotina.


Os resultados foram recolhidos a 333 pessoas acima dos 18 anos, das grandes zonas do País (Lisboa, Porto, Litoral Norte, Interior Norte, Litoral Centro e Sul), via inquéritos online, entre 25 de Outubro e 9 de Novembro de 2016. "Ainda tentámos criar grupos de discussão sobre a sexualidade, em modo presencial, mas foi difícil. As pessoas têm vergonha", diz à SÁBADO o consultor José Borralho, que acumula a função de sócio da loja online Ohlala.sex, inaugurada esta terça-feira (dia 4).


A festa de lançamento será ao final desta terça-feira, num jantar no restaurante Lingerie em Lisboa, com a presença de alguns socialites mais ou menos conhecidos, da apresentadora Liliana Aguiar, à Dj Rita Mendes, passando como Paulo Battista (alfaiate de Manuel Luís Goucha). 

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