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“Nunca fui ao inferno, mas deve ser parecido”

Débora Calheiros Lourenço
Débora Calheiros Lourenço 25 de setembro de 2024 às 23:00

Emília Veiga manteve a sua Tasca, em Pessegueiro do Vouga, aberta para dar água, café e comida aos bombeiros. O incêndio estava a cinco metros do local e ela chegou a molhar os telhados e o chão com medo das chamas.

"Nada estava seguro. Havia fogo por todo o lado. As chamas tinham dois metros de altura e estavam mesmo aqui à frente da minha Tasca, a cinco metros de distância. Do outro lado da estrada tudo ardia. Na tarde de segunda-feira [dia 16] senti que podia perder tudo a qualquer momento. A Tasca [da Emília] teve obras há uns anos e parecia que ia tudo pelos ares. O que recordo desse dia é que aconteceu tudo muito depressa. De manhã sai daqui [de Pessegueiro do Vouga] para ir à fisioterapia, que é em Sever do Vouga. Eram mais ou menos 9h da manhã e estava tudo normal e calmo. Quando me despachei da consulta e quis voltar para casa, já estava tudo a arder.

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