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Não alimente os pavões: habitantes de Punta Marina estão fartos destes vizinhos

Renata Lima Lobo 06 de maio de 2026 às 20:10

As redes sociais encheram-se de pavões. Motivo? Ao que parece, a localidade italiana de Punta Marina está a ser "invadida" por pavões. Com algum exagero à mistura, há um fundo de verdade.

Há mais de uma década que em Punta Marina, na região italiana de Ravanea, os pavões se passeiam pelas ruas da cidade. São um símbolo desta terra e uma atração que tanto agrada turistas como a crianças. Mas a convivência dos habitantes com os animais tem também gerado desconforto, devido aos sons que emitem e a problemas de higiene. A tensão aumentou mais recentemente, porque com a primavera chega o acasalamento e os "gritos" noturnos que perturbam o descanso.

Em Punta Marina, os pavões fazem parte da paisagem PeterKraayvanger/Pixabay

Em 2023, o município contava um total de 30 pavões, "um número antigo" explica a vereadora responsável pelos direitos dos animais, Francesca Impellizzeri, citada pelo canal italiano . Uma nova contagem será feita nos próximos meses, mas há quem aponte para números na ordem dos 100 a 200 pavões. "Quando tivermos conhecimento dos números, tentaremos entender, junto da comunidade e das associações de direitos dos animais, que ações tomar".

Segundo o Sky TG24, os moradores relatam danos em telhados e jardins constantemente sujos por excrementos. Em Punta Marina, é aconselhado aos cidadãos que não alimentem os pavões, de forma a evitar colónias sedentárias junto às casas, mas há quem os veja como animais de estimação do próprio bairro.

Em Portugal, existem exemplos de convívio entre pavões com humanos, embora em espaços mais confinados. Na capital, por exemplo, andam à solta no Castelo de São Jorge ou no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, enquanto que na cidade do Porto são os inquilinos mais vistosos do Jardins do Palácio de Cristal.

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