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Árvore Europeia do Ano destaca a Lituânia com uma vitória do carvalho

Lusa 26 de março de 2026 às 20:29

A candidatura portuguesa, um cedro da aldeia de Runa com 75 anos, ficou na sexta posição. O carvalho vencedor tem quatro séculos de vida.

Um carvalho da Lituânia venceu a 15.ª edição do concurso Árvore Europeia do Ano, tendo o cedro da aldeia de Runa, em Torres Vedras, representante de Portugal, ficado na sexta posição.

Carvalho de Laukiai, na Lituânia Vytautas Želnys

Segundo informação divulgada esta quinta-feira pela União da Floresta Mediterrânica (Unac), entidade que organiza o concurso em Portugal, o carvalho de Laukiai, da aldeia de Rukai, na Lituânia, foi o grande vencedor, com o segundo lugar a ir para uma macieira selvagem antiga, da Eslováquia, e o terceiro a ir para a árvore polaca (árvore torta), um olmo. O novo sistema de pontuação reuniu 32.902 pontos, atribuídos por mais de 200 mil votantes únicos.

O carvalho vencedor tem cerca de 400 anos e foi durante muito tempo conhecido apenas pelos habitantes da aldeia de Rukai, que há cerca de um ano requalificaram a área envolvente e organizaram uma celebração em honra do carvalho. Segundo o comunicado da Unac a Macieira Selvagem Antiga, em segundo lugar, resistiu na localidade de Diel durante mais de 150 anos a condições climatéricas adversas, incluindo ventos fortes, tempestades de neve e ondas de calor. A polaca Árvore Torta de Szyslowiec, no terceiro lugar, ergue-se numa ilha junto ao fosso de um antigo castelo pertencente às famílias Szydlowiecki e Radziwill, tendo uma forma invulgar resultado da inclinação em direção à água.

Portugal apresentou a concurso um cedro com 75 anos plantado na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, que tinha vencido no início do ano a competição nacional. A árvore tornou-se parte da história e identidade da aldeia.

Cedro de Runa Câmara Municipal de Torres Vedras

O concurso Árvore do Ano Portugal é uma iniciativa integrada na competição europeia "European Tree of the Year", que distingue árvores com histórias marcantes e promove a ligação entre a natureza e as comunidades locais. O concurso é dinamizado anualmente, desde 2011, pela "Environmental Partnership Association" (EPA), uma organização ambientalista da Europa central e oriental que atua em seis países, e tem como missão valorizar as árvores enquanto património natural e cultural da Europa, destacando os serviços de ecossistema que prestam.

A UNAC explica que a competição não distingue a árvore "mais bonita" mas sim aquela cuja história está mais profundamente enraizada na comunidade onde se encontra e na vida dos seus habitantes.

A iniciativa europeia consciencializa todos os anos milhares de pessoas em relação à natureza, promovendo o cuidado e a preocupação com 16 árvores de outros tantos países. A UNAC aderiu pela primeira vez à iniciativa como organizador nacional em 2018, ano em que venceu o concurso uma árvore portuguesa, o sobreiro "Assobiador", em Águas de Moura, concelho de Palmela. A UNAC representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias.

Este ano a votação foi diferente do habitual, com as árvores a competiram através de um sistema de pontos em vez de votos diretos.

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