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Incêndios: UE já mobilizou seis aviões para Espanha e sete para França e outros meios portugueses

Mais de 325 mil pessoas foram retiradas das suas casas, em França e Espanha.

Portugal já destacou 134 operacionais e 41 viaturas para combater os incêndios florestais em Espanha, em coordenação com a União Europeia (UE), que também mobilizou seis aviões da Grécia, Itália e Turquia, foi divulgado esta segunda-feira em Bruxelas.

Dois bombeiros observam um incêndio florestal em Espanha
Dois bombeiros observam um incêndio florestal em Espanha AP

Segundo informação da Comissão Europeia, para França foram também mobilizados sete aviões e quatro helicópteros de Portugal, Alemanha, Croácia, República Checa, Alemanha, Eslováquia, Suécia e Turquia, com a maioria das aerovanes a integrarem a frota de combate a incêndios rescEU.

Os incêndios florestais em curso nestes dois países desencadearam uma das maiores operações de retirada de pessoas na Europa, tendo sido desalojadas mais de 325 mil em França e Espanha.

Fonte comunitária reconheceu que o mecanismo está atualmente a funcionar sob pressão mas sem risco de colapso.

Cerca de 3.000 portugueses e lusodescendentes foram transferidos para centros de acolhimento devido ao fogo que ameaça várias regiões perto da cidade francesa de Bordéus, disse à Lusa o conselheiro português Filipe Dantas.

O fogo de grandes proporções obrigou à retirada de 220 mil pessoas, entre as quais cerca de 3.000 portugueses e lusodescendentes, que residem essencialmente em Le Porge, uma comuna francesa na Gironda, onde o fogo queimou várias casas.

Foram também transferidos portugueses e lusodescendentes que vivem em Ares, Marcheprime, Mios, Cestas, Biscarrosse, Le Haillan e Saint-Médard-en-Jalles.

Estes portugueses e lusodescendentes foram instalados no Centro de Exposições de Bordéus.

O Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da UE permanece em contacto próximo com as autoridades francesas e espanholas para avaliar que apoio adicional pode ser potencialmente mobilizado, estando um oficial de ligação da Comissão Europeia em Bordéus para ajudar as autoridades nacionais a coordenar a assistência da UE.

Bruxelas considera que a situação nos incêndios é muito volátil e exigem monitorização constante.

A situação em Portugal, que está novamente sob alerta máximo de incêndios devido a uma nova vaga de calor, está também sob a vigilância europeia.

Espanha e França pediram na semana passada ajuda através do Mecanismo de Proteção Civil da UE, tendo a resposta incluído ainda a monitorização de incêndios pelo satélite Copernicus da UE, que também fornece mapas para apoiar a resposta no terreno.

O rescUE tem atualmente uma frota de 22 aviões e cinco helicópteros, que se soma às capacidades de cada país.

Com mais de um milhão de hectares ou 10 mil quilómetros quadrados de terra ardida na Europa por incêndios florestais em 2025, a UE mobilizou a maior resposta a incêndios florestais de sempre para o verão de 2026, com o pré-posicionamento de 777 bombeiros de 14 países europeus em zonas de alto risco (Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre).

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