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Governo aprova esta sexta-feira a Prestação Social Única

Lusa 07:28
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A medida que pretende juntar debaixo das mesmas condições de acesso 13 prestações sociais, entre elas o Rendimento Social de Inserção (RSI), estava inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Luís Montenegro anunciou quinta-feira à noite, no distrito de Leiria, que o Governo vai aprovar esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, a Prestação Social Única, prometida há quatro anos à Comissão Europeia.

Governo aprova esta sexta-feira a Prestação Social Única
Governo aprova esta sexta-feira a Prestação Social Única Lusa

A medida que pretende juntar debaixo das mesmas condições de acesso 13 prestações sociais, entre elas o Rendimento Social de Inserção (RSI), estava inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Numa ação de campanha para as diretas do PSD em Ansião, o líder social-democrata e primeiro-ministro salientou que o Governo está a decidir, a cumprir a sua obrigação, "assim as forças com representação parlamentar também tenham esse espírito" e se sujeitem no fim do mandato a serem julgados.

Numa sala praticamente cheia, Luís Montenegro mostrou ambição e disse que consegue mais, mostrando-se mais motivado na liderança do PSD do que há quatro anos.

"Os portugueses em casa não podem levar a mal que não estejamos nada disponíveis para aqueles jogos políticos florais e aquelas perdas de tempo e conversas que uns têm com outros e os outros com uns, que são praticamente os mesmos a dizerem as mesmas coisas".

Salientando que isso faz parte da democracia, Montenegro disse que não integra o seu plano de governação e que "não é aí" que quer estar.

"Há outros para viver aí, nós não. Nós vivemos na ação, na decisão, na implementação, na responsabilidade e em tornar real aquilo que começa por ser uma ideia", sublinhou.

O líder social-democrata disse que o Governo não "vai perder tempo com especulações, com antecipações, projeções nem andar a fazer tempo com avaliações que possam estar deslocadas na capacidade de refletirem a vontade política do povo português.

Para os críticos, Luís Montenegro disse que têm de conviver nos próximos dois anos com "a realidade político-eleitoral" que saí das últimas eleições legislativas.

Referindo que a coligação da AD (PSD/CDS-PP) não quer "governar com ninguém, nem com o Chega, nem com o PS", o líder social-democrata mostrou-se aberto, a caso a caso, dialogar e negociar com ambos, que "são aqueles que dispõem de uma representação que o povo quis e que podem aprovar as propostas do Governo na Assembleia da República".

O primeiro-ministro, que falava como dirigente partidário, frisou que não preciso "estar a temer pelo funcionamento do sistema" e a ter pensamentos "algo depressivos, de que parece que não existe solução e que isto está num impasse".

"Não está num impasse nenhum. Há um Governo a governar, que tem decidido tanta coisa que quase todos comentam", enfatizou, salientando que o Governo vai "trabalhar muito" para honrar os seus compromissos".

Luís Montenegro, que discursou durante 50 minutos, disse que o Governo está "absolutamente focado" em não frustrar as expectativas do povo, passando em revista a atuação do seu executivo em vários setores.

No caso da habitação, o líder do PSD disse que "nunca" houve em Portugal um investimento como aquele que o Governo está a fazer, salientando que o Governo vai superar "o grande impulso de investimento que houve nos anos do Governo de Cavaco Silva e que foi o maior de sempre"

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