O regresso a um tempo de pogroms
O massacre em Bondi, Austrália, foi o culminar de uma série de ataques antissemitas a nível global. Chegou-se a um nível de ódio e violência como "não se via desde a II Guerra Mundial", diz Vasco Weinberg
O massacre em Bondi, Austrália, foi o culminar de uma série de ataques antissemitas a nível global. Chegou-se a um nível de ódio e violência como "não se via desde a II Guerra Mundial", diz Vasco Weinberg
Gesto foi considerado "antisemita" e o visto de permanência no país acabou por ser revogado.
Desde o cessar-fogo de 10 de outubro que o Hamas devolveu 23 corpos de reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, além de todos os que ainda se encontravam vivos.
Uma das vítimas que ainda se encontra hospitalizada também foi baleada.
Três feridos continuam em estado grave. Autor do ataque com um carro e faca foi abatido pelas autoridades.
Nos últimos anos várias foram as flotilhas que tentaram chegar a Gaza, no entanto nenhuma teve sucesso.
Polícia inglesa confirmou que suspeito morreu depois de ter sido baleado. Há ainda três feridos em estado grave. Vítimas foram atropeladas e esfaqueadas.
O embaixador de Israel em Portugal nem sempre é diplomático. Acusa de hipocrisia quem não viu antissemitismo em Portugal, e que até o seu primeiro-ministro terá de responder sobre o 7 de outubro.
O poder político dos estados nem sempre reconhece, aceita, compreende ou aplica os dados que lhe são passados pelos serviços secretos. Daí à catástrofe pode ser um passo. Mas há outras causas para este holocausto no Próximo Oriente.
Houve excesso de confiança dos líderes judaicos quanto à invencibilidade do seu aparelho securitário e generalizou-se a convicção de que o Hamas estaria desesperado economicamente
A margem de manobra de Netanyahu tornou-se mais estreita e a sua carreira política pode ter chegado ao fim. Resta-lhe uma opção: destruir o Hamas e neutralizar a ameaça iraniana. Mas o Irão também pode mandar avançar o Hezbollah, a partir do Líbano, e abrir uma nova frente de combate.
Ataques terroristas, operações militares, massacres, a guerra israelo-palestiniana tem sido marcada por violações dos direitos humanos e do direito internacional.
Ataque sem precedentes e surpresa colocou o grupo palestiano no centro das atenções. O que levou a este ataque e o que se seguirá no conflito Hamas-Israel, são algumas das questões a que tentamos dar resposta.
O principal suspeito de ter ajudado o grupo extremista neste ataque é o Irão. "Foi um ataque de sucesso, mas falhou o seu principal objetivo que era conseguir apoio popular", analisa Paulo Batista Ramos.
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Como vai Israel ultrapassar a humilhação do ataque surpresa de que foi alvo no sábado por parte do Hamas? O que vai acontecer às centenas de reféns israelitas e tailandeses? A análise de João Carlos Barradas.