O encoberto do Irão
A ocultação do Líder Supremo Mojtaba Khamenei está condenada ao fracasso devido à cultura político-religiosa do xiismo, à sofisticação da sociedade persa, e à relevância das minorias étnicas no Irão.
A ocultação do Líder Supremo Mojtaba Khamenei está condenada ao fracasso devido à cultura político-religiosa do xiismo, à sofisticação da sociedade persa, e à relevância das minorias étnicas no Irão.
Trump de 2026 rebentou com tudo o que Trump do primeiro mandato e até o Trump da campanha para 2024 tinham jurado: passou de "Presidente da Paz" e do "America First" para mais um Presidente dos EUA a fazer uma guerra no Médio Oriente. E logo no Irão. Não foi para isto que a base MAGA votou nele. Mas grande parte desses eleitores nem percebe que foram enganados. A América vai pagar caro este aventureirismo irresponsável. Pior: vai sobrar para nós.
A escolha da Assembleia de Peritos do novo líder supremo do Irão foi anunciada no domingo, uma semana após a morte de Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
Tem 56 anos, é o filho do anterior aiatola e a sua escolha está envolta em polémica. EUA e Israel já o consideram um alvo.
A Assembleia dos Peritos nomeou o filho do aiatola Ali Khamenei como o próximo Líder Supremo do Irão.
O nome do próximo aiatola ainda não foi confirmado.
Em agosto de 1953, um golpe orquestrado pela CIA depôs o primeiro-ministro. As relações iraniano-americanas nunca mais se endireitaram e um outro golpe, o de 1979, instalou o “Grande Satã” como inimigo do regime xiita. O recente ataque é só a nova fase quente de uma velha guerra
Masoud Pezeshkian fala em “declaração de guerra contra os muçulmanos".
O fascismo anda por aí à solta? Lamento, mas não dou para esse peditório. Existe uma diferença entre casos de política e casos de polícia. Convém não os misturar.
A queda de Assad surge ao retardador de uma Primavera Árabe longínqua num calendário hoje dominado por muitas outras inquietações. O futuro da Síria passou a ser ainda mais imprevisível.
Herdeiro do poder conquistado pelo pai, Hafez al-Assad, em 1970, Bashar não conseguiu sobreviver a uma guerra civil que se prolongava desde 2011. Fugido do país, será para a minoria alauita, a que pertence, que os rebeldes sírios se vão voltar.
Como um grupo de insurgentes ameaça afetar o comércio mundial à força de mísseis balísticos e abordagens a navios comerciais e como obrigou os EUA a reagir.
Anfetaminas, exaustão militar e a reorientação estratégica dos Emiratos Árabes Unidos e da Arábia Saudita, em busca de um compromisso de segurança com o Irão, abriram caminho à reintegração política na Liga Árabe.
A imagem e o tom afável de Kilicdaroglu levaram a que lhe chamem o “Gandhi turco”. Mas o confronto eleitoral de dia 14 será duro. A campanha mete cebolas e religião.
Dizer que o terrorismo dito “jihadista” é apenas alegadamente islâmico não significa negar neste a importância da justificação religiosa. Pelo contrário.
O ano 2021 ficará marcado por uma autorresponsabilização das principais potências do Médio Oriente, algo que todos as elites políticas regionais intuitivamente desejavam retardar. Porque apesar da repulsa que todas nutrem em relação ao Ocidente, era sempre mais fácil quando se encontravam os EUA, mesmo à mão de semear, para culpar pelos falhanços e caos na região.