Estudo aponta para recuperação de peso após interrupção do tratamento antiobesidade
De acordo com uma projeção dos investigadores, doentes voltam ao seu peso inicial em média em 18 meses.
De acordo com uma projeção dos investigadores, doentes voltam ao seu peso inicial em média em 18 meses.
A farmacêutica dinamarquesa poderá começar a vender o Wegovy do lado de lá do Atlântico já em janeiro. Luta contra concorrente americana Eli Lilly pelo domínio no setor aquece.
Farmacêutica Novo Nordisk teve "um impacto significativo" para o crescimento da economia dinamarquesa no terceiro trimestre, devido ao forte aumento das exportações.
A comparticipação destes remédios pode ter um custo de €600 milhões por ano. Mas especialistas apontam para os benefícios.
Se se avançasse com uma comparticipação de 90% de todos os medicamentos, o Estado gastaria dois mil milhões de euros.
Tratamentos para um mês custarão, na cadeia americana, apenas €427, ou seja, duas vezes menos no caso do Ozempic e três vezes menos no caso do Wegovy. Há ainda outros descontos adicionais para determinados grupos.
Eliminam a sensação de fome e estão a revolucionar o tratamento da obesidade e de outras doenças crónicas provocadas pelo excesso de peso. Apesar de ter sido o primeiro país da Europa a declarar a patologia como uma doença crónica, Portugal ainda não comparticipa estes fármacos. Um erro e uma injustiça, defendem os especialistas.
O Wegovy tem uma concentração superior e é direcionado exclusivamente para a gestão do peso. No entanto, sem apoio estatal, os pacientes terão de pagar cerca de 245 euros por mês pelo tratamento.
São já cinco os medicamentos para a obesidade disponíveis em Portugal, no entanto nenhum tem comparticipação. A SÁBADO falou com dois especialistas e as opiniões dividem-se entre o apoio aos fármacos e a precaução devido à falta de estudo sobre possíveis consequências no futuro.
O presidente dos EUA é viciado em fast food, o único exercício físico que pratica é andar de carrinho de golfe, dorme apenas cinco horas por noite e tem um botão na mesa da Sala Oval para pedir Coca-Cola.
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Estudo confirma os benefícios que medicamentos para perda de peso têm, mas revela também o agravamento do risco de contrair doenças graves.
Fármacos como o Ozempic ou Zepbound podem ter efeitos em doenças renais, na síndrome do ovário poliquístico ou na apneia do sono. Vários ensaios clínicos estão em curso e as primeiras respostas podem surgir já em 2024.
Dispensa jatos, conduz o seu próprio carro elétrico e gosta de descontrair a andar de caiaque no lago junto à sua casa, na Dinamarca. É a partir deste país que gere o gigante farmacêutico dono dos medicamentos Ozempic e Wegovy.
São muito eficazes, mas têm dois custos. Um é o preço, os injetáveis são caros e não estão comparticipados. Outro são os efeitos secundários. Há pessoas que abandonam a medicação porque passam dias inteiros maldispostas ou a vomitar. Há quem não consiga levantar-se da cama por causa das tonturas e até relatos de pensamentos suicidas associados à toma. Estes fármacos estão indicados para pessoas com excesso de peso e obesidade, mas há muita gente a fazê-los só por vaidade, sem que existam estudos que provem que são seguros quando não há doença.
O mais recente estudo ao Wegovy analisou mais de 17.600 adultos com 45 ou mais anos e decorreu durante um período de cinco anos. Redução de risco cardíaco situou-se nos 20%, mas resultados ainda não são públicos.