Gouveia e Melo vai votar "útil" em Seguro na segunda volta
Gouveia e Melo considera que está a deixar aos portugueses que confiaram em si "como candidato independente" um contributo "para uma escolha consciente e esclarecida".
Gouveia e Melo considera que está a deixar aos portugueses que confiaram em si "como candidato independente" um contributo "para uma escolha consciente e esclarecida".
A opção encontrada, não declarar apoio formal a nenhum dos candidatos, é, paradoxalmente, a única racional.
Quem saiu verdadeiramente derrotado foi o PSD enquanto partido e o Governo enquanto projecto.
Montenegro adimitiu que o seu "espaço [político] ficou sem representação”, pelo que vai manter a "neutralidade".
Afirmando que "o país é muito melhor do que esse comentário vazio", a candidata acrescentou, por outro lado, que "ainda nenhum voto foi contado".
Tal como nos últimos dias, alertou os eleitores de esquerda "para não caírem na armadilha" de votar em António José Seguro "julgando que é o voto útil".
A politóloga Susana Salgado alerta para o impacto nocivo do excesso de sondagens, que acaba por beneficiar quem vai à frente, mesmo que não seja quem reúne mais apoio real.
As únicas presidenciais da democracia portuguesa que obrigaram a uma segunda volta realizaram-se em 1986, entre Freitas do Amaral e Mário Soares, dividindo então o país entre esquerda e direita.
No NOW, a Diretora Executiva da revista SÁBADO explicou que este género de "números políticos são "típicos destas alturas e que o voto útil faz parte dos finais de campanha". Maria Henrique Espada disse ainda que esta foi a "janela de oportunidade para João Cotrim de Figueiredo o fazer".
O candidato presidencial reagiu às sondagens desta terça-feira.
Catarina Martins não encaixa em nenhuma das opções e, para José Manuel Pureza, quem vota em Catarina Martins sabe com o que contar.
Jorge Pinto disse que o "assunto está fechado" e que continuará em campanha com a "missão de defender a República quando ela está a ser ameaçada como nunca foi".
António José Seguro recebeu um presente de Jorge Pinto, que na prática deixou de ser candidato. Cotrim foi funambulista na direita. Gouveia e Melo agarrou na ameaça Trump para fazer valer as suas credenciais - e não largou Marques Mendes, que teve mais uma noite difícil. Os mais pequenos propuseram nacionalizar os lucros da banca e construir 100 mil casas por ano. E houve Manuel João Vieira.
Ex-chefe do Estado-Maior da Armada defende que a utilidade do voto não serve "para responder a um partido" porque nas eleições presidenciais o que está em causa não são "lealdades partidárias".
Já muito se refletiu sobre a falta de incentivos para “os bons” irem para a política: as horas são longas, a responsabilidade é imensa, o escrutínio é severo e a remuneração está longe de compensar as dores de cabeça. O cenário é bem mais apelativo para os populistas e para os oportunistas, como está à vista de toda a gente.
Catarina Martins disse aguardar a decisão do TC, que "dirá aquilo que achar", mas considerou que a lei da nacionalidade, "tal como está, ofende" o que Portugal é.