Sábado – Pense por si

Editorial

Reparar é imoral, mas o governo não consegue dizê-lo

Há um vazio gritante no discurso do governo, que, se não o preencher, vai continuar a ser cavalgado pelo Chega: o MNE não conseguiu dizer o mais simples, que é contra o mecanismo de reparações para corrigir erros passados que não têm correção presente possível. Ou seja, Rangel não se veio embora sem dizer nada. Verdade histórica, reconhecimento de erros, a admissão de responsabilidade, são uma coisa. Culpas e penas coletivas e transmissíveis só existem em regimes jurídicos não democráticos.

Benjamin R. Teitelbaum, autor de A Aliança Invisível
Débora Calheiros Lourenço

Benjamin R. Teitelbaum: "Não sei se Trump alguma vez leu um livro"

O autor do livro "A Aliança Invisível" falou com a SÁBADO sobre a forma como o tradicionalismo está na base do pensamento dos partidos de extrema-direita. Quanto à recente vitória da AfD na Alemanha, alerta: "Deixa claro que a extrema-direita é parte do futuro do Ocidente democrático".

Mao morreu há 50 anos, mas continua vivo para os chineses. E tornou-se um ícone da cultura pop
Catarina Gonçalves Pereira, em Macau

Maoismo – o legado ainda corre nas veias da China

Mao Tsé-Tung morreu a 9 de setembro de 1976, mas continua bem vivo na cultura política chinesa. Apesar dos “crimes hediondos que cometeu” e do rasto de morte e sangue, os mitos sobre o Grande Líder “continuam profundamente enraizados na memória coletiva”. Vivem no nacionalismo, no aparelho repressivo, nas expressões ditas no dia a dia.

Um marquês disfarçado

Fomos à procura das histórias secretas de 10 palácios, em Lisboa e Cascais e no Porto. E ainda: os mitos e as verdades da creatina; as novas formas de sushi, dos burritos aos hambúrgueres.

Por nossas mãos

Quem salva quem salva?

A Ministra acha que resolve o problema impedindo de prestar serviços quem saiu do SNS nos últimos 2 anos de ser tarefeiro. A função fica então reservada a quem acumule o trabalho à hora com um horário completo e mais um número mínimo de horas extraordinárias.

Deputado do CDS-PP diz que os partidos têm medo de celebrar novembro e de fazer as reformas necessárias

Deputado do CDS-PP diz que os partidos têm medo de celebrar novembro e de fazer as reformas necessárias

João Almeida, deputado do CDS-PP, abordou este sábado, nas comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, os medos da democracia: "A única vontade é a que se expressa pelo voto em eleições democráticas, só assim somos livres. Mas porque há tanto medo? Medo de discutir a história, de questionar as verdades oficiais, de fazer reformas? De celebrar o 25 de novembro? De rever a Constituição? De fazer as reformas urgentes?"

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