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Maoismo – o legado ainda corre nas veias da China

Mao Tsé-Tung morreu a 9 de setembro de 1976, mas continua bem vivo na cultura política chinesa. Apesar dos “crimes hediondos que cometeu” e do rasto de morte e sangue, os mitos sobre o Grande Líder “continuam profundamente enraizados na memória coletiva”. Vivem no nacionalismo, no aparelho repressivo, nas expressões ditas no dia a dia.

Pouco antes das quatro da tarde, no dia 9 de setembro de 1976, na vasta China, as pessoas largaram os seus trabalhos e reuniram-se junto dos altifalantes públicos e aparelhos de rádio. Havia um “aviso de extrema importância” a ser emitido à hora certa e a Radio Peking alertava para que a população estivesse atenta. Depois de passar A Internacional, o locutor deu a notícia: “O Camarada Mao Tsé-Tung, o estimado e amado grande líder do nosso Partido, do nosso exército e do povo de todas as etnias do nosso país (…) faleceu à meia-noite e dez.”

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