“Sem direito a perguntas”
A guerra da política contra o jornalismo é real e tem de ser levada muito a sério.
A guerra da política contra o jornalismo é real e tem de ser levada muito a sério.
O livro “1984” poderá apenas fazer-nos compreender os mecanismos usados pelos totalitários para conquistar o poder e continuar a dominá-lo sem serem derrubados.
O ICE é a face dos anos negros do Trumpismo. Que grau de mudança haverá nas intercalares de novembro? Disso dependerá o registo dos últimos dois anos da Presidência Trump. Enquanto isso, é da Igreja Católica que vem o esteio moral dos conservadores. Do Afeganistão, cinco anos depois da tomada de Cabul pelos "talibã", a tragédia das mulheres e meninas afegãs também tem a nossa responsabilidade.
Donald Trump perdeu a narrativa. O Irão foi um desastre, o Supremo já lhe tinha travado as tarifas e agora travou-lhe o ataque aos filhos de imigrantes nascidos nos EUA, a inflação que não para de subir. Claro que há sempre aqueles 30 e poucos por cento que abdicaram de pensar pela própria cabeça, mas a sangria nos independentes, nos jovens, nos latinos e nos negros é evidente. Tivessem votado com mais consciência: os sinais estavam todos lá.
Esta é, desde já, a consequência mais assustadora da guerra na Ucrânia: sem armas nucleares é impossível garantir soberania plena da capacidade de dissuasão.
Os húngaros voltaram a gritar "os russos fora!", mas desta vez Orbán estava do lado dos perdedores. Magyar pode ser uma grande incógnita, mas, pelo menos, apresenta-se como alguém que quer travar a influência do Kremlin e voltar a uma relação saudável entre Budapeste e Bruxelas. Da tensão inusitada entre Vaticano e Casa Branca, o Papa Leão XIV venceu pela sabedoria serena e não se priva de proclamar: "Não tenho medo da Administração Trump". A defesa do "outro" e o respeito pelos mais fracos serão sempre o lado bom da Força.
Trump ficará marcado pelo que escreveu nas horas anteriores ao cessar-fogo de duas semanas. Ter ameaçado a destruição completa "de uma civilização" não é episódio que se apague só porque não foi concretizado. Este mandato presidencial entrará para os livros da História. Pelas piores razões.
Sou, como sabem, um defensor de uma ideia bastante lata da liberdade de expressão
O pontificado de Leão XIV dá sinais de pretender levar a igreja católica a assumir um papel cada vez mais relevante como bastião contra a radicalização autoritária do trumpismo.
Longe de ter um hipotético motivo político, a polícia anunciou que Nick Reiner, filho do cineasta, que há muito luta contra uma dependência, é suspeito dos homicídios e foi detido.
Vou mais uma vez repetir que o meu entendimento da liberdade de expressão é muito lato e permite mesmo aquilo que se chama “discurso de ódio”. Seja como for, a vandalização é condenável.
Mamdani fez História e percebeu o descontentamento, não só contra Trump mas também contra o Partido Democrata "oficial". A questão é: o radicalismo progressista que acaba de conquistar Nova Iorque deve ser adotado para a campanha presidencial de 2028? Os sucessos de Spanberger e Sherrill, mulheres democratas moderadas e centristas, na Virgínia e na Nova Jérsia, provam que há outras formas de se bater o "trumpismo". Talvez Gavin Newsom seja a solução intermédia.
Os resultados das últimas eleições são uma reação clara ao trumpismo e ao shutdown que bloqueou o pagamento aos funcionários públicos, dizem os especialistas.
A “Big Beautiful Bill”, aprovada no Senado com o desempate do vice-presidente Vance após três senadores republicanos terem votado contra, é a expressão de toda uma Presidência: Trump tira aos pobres para dar aos ricos. É “Robin Hood” ao contrário. Legal, sim. Mas profundamente imoral.
Um papa cria cardeais em função de tradições e atendendo às circunstâncias para preservar o que entenda ser o legado do pontificado, mas quem lhe suceda, saído do colégio cardinalício, reinventa-se como sumo pontífice à sua própria maneira.
Há um efeito, também, numa ideia de reforço e crescimento agressivo de todo o conjunto das invectivas “trumpianas”.