Polícias acusados de tortura começaram a prestar declarações esta sexta-feira
Julgamento arrancou esta sexta-feira.
Julgamento arrancou esta sexta-feira.
Sessão está marcada para esta sexta-feira.
Segundo a acusação do Ministério Público, dois polícias da esquadra do Rato terão agredido com "socos, chapadas e coronhadas na cabeça pessoas que tinham detido, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".
Agentes estão acusados dos crimes de tortura e violação.
A câmara referiu que, "em alguns casos, contentores e papeleiras são remexidos ou mesmo despejados na via pública por pessoas que procuram embalagens abrangidas pelo sistema".
Os resultados do estudo mostram que a população tem tendência a valorizar critérios de reciprocidade, reconhecendo maior merecimento a quem contribuiu para a sociedade, no entanto, rejeita “perspetivas excessivamente punitivas ou excludentes”.
"A angariação processa-se por via das redes sociais/"passa palavra" e é direcionada essencialmente a mulheres/homens detetados em contextos vulneráveis", revela a PJ.
No caso da esquadra do Rato, as vítimas foram escolhidas a dedo: imigrantes sem documentos, toxicodependentes, sem-abrigo, pessoas que o próprio Ministério Público descreve como "os seres humanos mais fragilizados".
Os números são conhecidos numa altura em que 24 polícias da PSP foram detidos, 15 dos quais esta semana, por suspeitas de estarem envolvidos no caso de alegadas torturas e violações a pessoas vulneráveis.
A identificação dos detidos decorreu de manhã e durante a tarde de hoje decorrerá o interrogatório dos 14 arguidos que se encontram detidos no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Entre os detidos encontram-se 15 agentes da PSP, um deles chefe, e um segurança de discoteca.
A juíza considerou que a acusação tem "indícios suficientes" de que os polícias cometeram os crimes de que estão acusados pelo Ministério Público e que existe uma "séria probabilidade" de serem condenados no final do julgamento.
Foi procurar um médico nos EUA, fez tratamentos na Fundação Champalimaud, e enquanto a doença permitiu continuou a trabalhar, a caçar e a ver jogos do Sporting. Já doente, marcou reuniões para refundar um banco com a marca Espírito Santo. Tinha 6 anos quando decidiu ser banqueiro - e já não mudou de ideias. Como nunca desistiu de casar com uma mulher que tinha três filhos.
Na quarta-feira, as autoridades detiveram sete agentes da PSP na sequência da investigação a crimes de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder na Esquadra do Rato, em Lisboa.