PSD/Congresso: Partido reúne-se em Anadia sem eleições à vista nem polémicas anunciadas
Luís Montenegro deverá ser reeleito.
Luís Montenegro deverá ser reeleito.
O misto de cegueira voluntária e indiferença estudada, quando não cúmplice, face a tamanha coleção de operações já não é um detalhe, corrói a forma como se olha para o poder, e não apenas o autárquico, mas o nacional, aquele que só consegue balbuciar “não é connosco”. É – e cada vez é mais.
Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72% dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva.
Antigo primeiro-ministro esteve nas comemorações dos 850 anos de mutualismo em Portugal a decorrer em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Montenegro desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, no que foi interpretado como uma resposta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o antigo presidente social-democrata iniciava uma série de intervenções críticas para o Governo PSD/CDS-PP.
Passos Coelho cumprimentou o líder do Chega e Ventura disse-lhe que tem "sempre saudades de uma grande figura".
Na quarta-feira, o chefe de Estado recebeu no Palácio de Belém familiares dos dois portugueses, ambos médicos, Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias.
Passos Coelho tem razão nas suas críticas a Montenegro. E mau currículo na mesma matéria.
O antigo primeiro-ministro aponta falhas durante um colóquio académico onde defendeu uma maior capacidade de decisão política e de comunicação das mudanças necessárias ao país.
A exigência descabida de baixar a idade legal da reforma é mais do que um pretexto para não aprovar a reforma laboral: é a confirmação de um vazio
O último debate quinzenal, realizado a 15 de abril, ficou marcado pelas críticas da oposição à forma como o Governo tem respondido ao aumento dos preços dos combustíveis e bens essenciais na sequência da guerra no Irão e pela legislação laboral, temas que deverão voltar à discussão parlamentar.
"Se a ideia era promover um debate sobre a credibilização da classe política, o tiro de partida foi dado no pé”, acusou o socialista.
Pedro Delgado Alves não gostou do discurso do presidente da mesa da AR nas comemorações do 25 de Abril.
Pacheco Pereira teve, por breves instantes, argumentação factual, mas sobretudo conseguiu fazer prova de vida, mantendo a aura intacta para as tertúlias e conferências. Já Ventura voltou a incendiar os ânimos das suas hostes nesse combate contra tudo o que não seja slogan do Chega.
Nos duelos privados, ignorar é a melhor resposta para os anónimos intelectualmente subdesenvolvidos que buscam crescer à custa das pessoas “a sério”. Já no plano partidário, o desafio deve ser travado e com as regras democráticas, porque são elas mesmas que estão em causa.
O antigo primeiro-ministro criticou a oposição e apelou ao sentido de Estado para que se avance com as reformas necessárias.