Quem é Péter Magyar, a maior ameaça ao governo de Orbán?
Péter Magyar surgiu como principal adversário de Viktor Orbán após cortar laços com o Fidesz, em 2024. As eleições legislativas húngaras que podem ditar o fim de Orbán acontecem este domingo.
Péter Magyar surgiu como principal adversário de Viktor Orbán após cortar laços com o Fidesz, em 2024. As eleições legislativas húngaras que podem ditar o fim de Orbán acontecem este domingo.
Comissão Europeia considera que as notícias que apontam nesse sentido são "extremamente preocupantes".
O representante do Governo de Zelensky afirmou que "o mais provável é que se trate de uma operação de bandeira falsa russa, no âmbito da forte ingerência de Moscovo nas eleições húngaras".
O Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, lidera sondagens mas o Fidesz, do atual primeiro-ministro, continua a reunir a preferência dos mais velhos.
Desde o começo da agressão russa à Ucrânia, a Hungria, não obstante ter eventualmente dado apoio aos diversos pacotes de sanções, tem sido o maior obstáculo a qualquer apoio a Kyiv.
O chefe do Governo húngaro, o líder da União Europeia (UE) mais próximo de Moscovo, explicou que "o fornecimento [de gás] será bloqueado gradualmente", sem especificar um prazo para a suspensão prevista.
Valores estavam a ser transportados por estrada através da Hungria quando foram apreendidos na quinta-feira passada, com as autoridades a suspeitar de branqueamento de capitais.
O primeiro-ministro ultra nacionalista disse que o Governo de Budapeste não quer financiar o esforço de guerra e "não quer pagar mais pelos recursos energéticos".
O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de "chantagem" por bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba.
Magyar disse temer que os seus adversários políticos façam circular uma versão do vídeo alterada e nega ter tido relações homossexuais (lembremo-nos de que é um conservador, pai de três rapazes menores) e ter consumido drogas.
Países nórdicos, como Suécia ou Dinamarca, poderão ter uma viragem à direita. Em França e Itália as eleições regionais servirão de indicador para as presidenciais de 2027.
Em 2026 vamos saber se a Ucrânia vai sobreviver como país íntegro e soberano à agressão russa e à viragem politico-diplomática de Washington, com Trump na Casa Branca. Vamos também saber se os líderes europeus estarão à altura do desafio tremendo que já atravessam e se vão ser capazes de falar verdade ao seus eleitores sobre o que verdadeiramente está em causa: defender a Ucrânia, fazer sacrifícios que não pensávamos ser necessários e projetar uma nova arquitetura de Segurança que não dependa dos EUA. Não será coisa pouca.
Menos Pacto Ecológico, menos imigração, mais direita, vários descalabros com consequências, Moscovo feliz, e uns quantos casos caricatos: até dois presos foram eleitos.
Ordem dos partidos mantém-se inalterada, mas extrema-direita e direita radical saem reforçados. Resultados já levaram a eleições antecipadas em França.
Péter Magyar, 44 anos, divorciou-se duas vezes: da mulher, a ex-ministra no centro de um escândalo, e do partido Fidesz a que pertenceu, e do qual se transformou no maior adversário. Conseguirá agora derrotar Orbán?