O primeiro-ministro da Hungria garante que irá cumprir o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional em 2024, que acusa o Benjamin Netanyahu de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Enquanto for procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não poderá pisar o solo da Hungria. Se o fizer, será preso, garante o seu homólogo húngaro Péter Magyar que no passado dia 12 de abril ajudou a colocar um fim a 16 anos de Viktor Orbán no poder.
Peter Magyar garante que Netanyahu será preso se visitar a HungriaROBERT HEGEDUS/LUSA_EPA
Esta segunda-feira, numa conferência de imprensa, Péter Magyar deixou claro que irá respeitar o mandado de captura do TPI. O novo primeiro-ministro da Hungria avançou também que irá suspender o processo de retirada do país do TPI, iniciado por Orbán em abril do ano passado, antes de uma visita de Netanyahu a Budapeste. Mas se o ex-primeiro-ministro húngaro se recusou a prender o político israelita, Magyar já avisou que irá cumprir o mandado internacional de 2024 por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza.
Questionado por um repórter sobre como conciliar esta posição com o seu recente convite ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para visitar a Hungria no âmbito da Cerimónia do 70.º aniversário da Revolução Húngara de 1956, em outubro - e que foi aceite pelo israelita - Magyar disse estendeu o convite a todos os líderes mundiais, sem exceção.
Sobre o mandado de captura, destacou: “Deixei isso claro também para o primeiro-ministro israelita. É a firme intenção do Governo garantir que a Hungria se mantém membro do TPI”, acrescentando que "se um país é membro do TPI e uma pessoa procurada pelo TPI entra no nosso território, essa pessoa deve ser detida”.
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