Sábado – Pense por si

Contos Clássicos Portugueses


agora disponíveis para ler e ouvirContos Clássicos PortuguesesAceder aqui

Parlamento português condena atuação do MNE húngaro por passar informação da UE ao Kremlin

Lusa 17:46
As mais lidas

Notícias divulgadas pela imprensa húngara indicaram que o ministro Péter Szijjártó teria transmitido a Serguei Lavrov "informação sensível, reservada e que nunca devia ter chegado a um governo que promove uma agressão contra a Ucrânia".

O parlamento português condenou esta terça-feira por unanimidade a atuação do ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, que transmitia informações confidenciais da União Europeia ao homólogo russo.

Ministro dos Negócios Estranegiros da Hungria, Peter Szijjarto
Ministro dos Negócios Estranegiros da Hungria, Peter Szijjarto Foto AP/Virginia Mayo

A comissão de Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas aprovou dois votos de condenação, do Livre e do deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que serão transformados num voto da comissão.

O voto pretende "censurar o facto de o Governo húngaro ter sido um veículo de ingerência nos assuntos que dizem respeito aos Estados europeus ou dos seus interesses", disse o deputado bloquista.

Notícias divulgadas pela imprensa húngara indicaram que o ministro Péter Szijjártó teria transmitido a Serguei Lavrov "informação sensível, reservada e que nunca devia ter chegado a um governo que promove uma agressão contra a Ucrânia", comentou.

Além disso, o governo de Viktor Orbán, que perdeu as eleições de 12 de abril para o conservador Péter Magyar, servia "de força de bloqueio" e procurava "retirar oligarcas russos da lista de sanções da UE", acrescentou.

Pelo Livre, Rui Tavares afirmou que o Fidesz, partido de Orbán, é "um nacionalista do Kremlin, não de Budapeste".

A atuação do ministro foi, na opinião de Tavares, uma "violação clara do artigo 4.º da UE" - sobre "cooperação leal" entre os Estados-membros -, e foi " altamente lesiva para os interesses da UE e do próprio povo húngaro".

Este voto, sublinhou, "não olha só para o passado, mas procura que a UE corrija o que há para corrigir e que isto não volte a acontecer".

Paulo Neves, do PSD, considerou que Szijjártó teve "uma conduta absolutamente inaceitável" e "pior era impossível".

O social-democrata defendeu que este caso "é um aviso à navegação" e que devem ser apuradas as responsabilidades.

O deputado Diogo Pacheco Amorim disse que o Chega acompanha as iniciativas e, respondendo a Rui Tavares, afirmou que o partido é "nacionalista de Portugal e defende os interesses de Portugal e dos portugueses".

Elza Pais, do PS, também condenou as "ações inaceitáveis" do governante húngaro, que "põem em causa princípios fundamentais".

O deputado da Iniciativa Liberal Rodrigo Saraiva disse que o ministro "passava informação das reuniões europeias para Moscovo, mas também recebia recados e missões de Moscovo para as executar no seio da UE", no que descreveu como "uma espécie de 'leva e traz'".

Siga-nos no .    

Artigos Relacionados